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Ainda é impossível mensurar todos os danos do tornado, diz ministro

(via Agência Brasil)

| Edição de 09 de novembro de 2025 | Atualizado em 09 de novembro de 2025

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O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, declarou neste domingo (9) que ainda não é possível calcular todos os danos provocados pelo tornado na cidade de Rio Bonito do Iguaçu (PR), a mais atingida, além de outras 11 cidades na região centro-sul do Paraná.

Representantes do governo federal estiveram hoje em áreas urbanas e rurais para avaliar a magnitude do desastre. Góes enfatizou que este é um momento de solidariedade e ação para auxiliar as pessoas e restabelecer os serviços públicos e privados, visando reconstruir o que foi destruído.

"É preciso apoiar as famílias que estão precisando de assistência de saúde, alimentação e abrigo", afirmou o ministro.

De acordo com a Defesa Civil, 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu sofreu danos na infraestrutura. O tornado resultou em seis mortes, sendo cinco em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava, também no Centro-Sul do estado.

Urgências

Embora a extensão total do desastre ainda não tenha sido determinada, o ministro destacou a necessidade de alocar recursos emergenciais de infraestrutura para a retomada dos serviços essenciais.

"A minha equipe, de ontem para hoje, já pôde medir, por exemplo, a necessidade de pelo menos R$ 15 milhões para construir uma nova escola e um ginásio".

Ele mencionou que as equipes do governo federal estão realizando trabalhos de campo para avaliar a quantidade de casas destruídas, além de outros patrimônios privados e públicos que precisarão de reconstrução.

Segundo Góes, a orientação do governo é que as prefeituras solicitem recursos de emergência o quanto antes, sem esperar pelo balanço total da destruição. "Se há uma informação de uma escola que foi destruída e já existe um orçamento da área construída que precisa ser feita, já é possível empenhar esse recurso".

O ministro também pediu a união das três esferas de governo (União, Estado e municípios) para agilizar o atendimento das necessidades das pessoas. "Nós não temos problema de recepcionar nenhuma demanda".

"Tudo o que for necessário para reconstruir a cidade de Rio Bonito do Iguaçu e outras cidades afetadas, o presidente Lula está determinando a mim e a outros colegas ministros que assim o façamos", completou o ministro.

Suporte

Segundo o Ministério, a diretora de tecnologia da informação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Lea Bressy Amorim, está na cidade para avaliar a possibilidade de antecipação de pagamentos e outros auxílios.

Outra ação imediata do governo foi a mobilização de uma equipe da Força Nacional do SUS, composta por médico sanitarista, enfermeiro, analista de recursos logísticos, analista de incidentes e reconstrução assistencial, e especialista em saúde mental em desastres.

Em relação à energia elétrica, a empresa responsável pela distribuição de energia no Paraná (Copel) informou que restabeleceu 49% da rede elétrica de distribuição de energia de Rio Bonito do Iguaçu.

O governador do Paraná, Ratinho Junior, decretou estado de calamidade em Rio Bonito do Iguaçu. A decisão permite ao governo local executar gastos emergenciais sem as restrições normais do orçamento, além de facilitar acesso a verbas federais.



Com informações da Agência Brasil