O governo federal declarou situação de emergência em Belém, no Pará, após as fortes chuvas que atingiram a cidade no último final de semana, provocando alagamentos em diversos bairros. Segundo a prefeitura, aproximadamente 42 mil pessoas foram afetadas, em um dos eventos mais intensos dos últimos dez anos.
A portaria, publicada no Diário Oficial da União, também reconhece a situação de emergência em Ananindeua, município da região metropolitana de Belém. Com esse reconhecimento, ambas as cidades estão aptas a solicitar recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para ações de defesa civil.
As chuvas, que somaram mais de 150 milímetros em menos de 24 horas, foram classificadas como extremas. O transbordamento dos rios resultou em alagamentos em vários bairros, deixando muitas famílias desabrigadas e com perdas materiais significativas.
Medidas emergenciais
Em resposta à calamidade, uma força-tarefa foi organizada para realizar ações emergenciais, incluindo a distribuição de cestas básicas e kits de higiene. Equipes de assistência social estão cadastrando as famílias afetadas para a liberação de benefícios. Além disso, medidas preventivas estão sendo tomadas para evitar novos alagamentos, como a desobstrução do Canal do Mata Fome, onde um lixão irregular estava bloqueando o escoamento da água.
Para mais detalhes sobre as chuvas, confira a reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil:
Apoio técnico e planejamento
Além do reconhecimento da situação de emergência, uma equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, ligada ao MIDR, foi enviada ao Pará. De acordo com o ministério, os técnicos estão auxiliando as prefeituras e as defesas civis locais nos processos pós-desastre, como a elaboração de planos de trabalho.
“No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.
O próximo passo, segundo o secretário, é a elaboração de planos para o restabelecimento das áreas afetadas.
“Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas”, explica.
*com informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
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Com informações da Agência Brasil