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Conteúdos falsos criados com IA mais que triplicam entre 2024 e 2025

(via Agência Brasil)

| Edição de 05 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 05 de fevereiro de 2026

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A disseminação de conteúdos falsos gerados por inteligência artificial (IA) no Brasil mais que triplicou entre 2024 e 2025, registrando um aumento de 308%.

Esses dados são do primeiro Panorama da Desinformação no Brasil, um estudo pioneiro do Observatório Lupa, que analisa tendências, alvos e principais estratégias de desinformação. O relatório foi divulgado nesta quinta-feira (5).

O levantamento examinou, de forma qualitativa e quantitativa, 617 conteúdos verificados pela agência em 2025, comparando-os com 839 conteúdos de 2024.

Deepfakes e a Ascensão da Desinformação

O estudo revela que deepfakes e outras peças de desinformação geradas por IA saltaram de 39 casos em 2024, representando 4,6% do total de checagens feitas pela Agência Lupa naquele ano, para 159 em 2025, correspondendo a 25% das verificações. Isso significa um acréscimo de 120 casos.

Deepfakes são tecnologias que permitem a alteração de rostos e vozes em vídeos, criando conteúdos potencialmente enganosos.

Mudanças no Ecossistema de Desinformação

De acordo com a primeira edição do estudo, que será anual, há uma transformação estrutural no ecossistema desinformativo.

Em 2024, a IA era predominantemente utilizada para criar golpes digitais, como deepfakes de celebridades promovendo sites fraudulentos. Em 2025, a tecnologia foi empregada estrategicamente como arma política: quase 45% dos conteúdos com IA tinham viés ideológico, comparado a 33% no ano anterior.

Alvos da Desinformação

O estudo do Observatório Lupa revelou que mais de três quartos dos conteúdos com IA que circularam em 2025 exploraram a imagem ou a voz de figuras conhecidas, principalmente líderes políticos. O levantamento identificou 36 ocorrências de conteúdo falso direcionado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva; 33 ao ex-presidente Jair Bolsonaro; e 30 ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Dispersão das Plataformas de Desinformação

Conforme o panorama, o uso do WhatsApp para disseminação de desinformação caiu de quase 90% em 2024 para 46% em 2025. Na análise do Observatório Lupa, isso não significa que as fake news diminuíram na plataforma, mas sim que há uma maior dispersão entre as plataformas.

Além de Facebook, Instagram, Threads, WhatsApp e X, que já eram populares, o Kwai e o TikTok, ambas redes sociais de vídeos curtos, também ganharam mais relevância na disseminação de fake news.



Com informações da Agência Brasil