A polícia de São Paulo identificou dois suspeitos envolvidos no assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Fontes, ocorrido em Praia Grande. O crime aconteceu na noite de segunda-feira, e a identificação dos suspeitos foi possível graças a imagens de um segundo veículo utilizado pelos criminosos.
O secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite, em entrevista, destacou que um dos suspeitos foi identificado através dessas imagens. Mais tarde, em uma rede social, Derrite confirmou que um segundo suspeito também estava sendo procurado.
"Ontem todos viram o vídeo em que uma Hilux acompanha em uma espécie de perseguição o veículo do Dr. Ruy. Em determinado momento acontece um acidente, a colisão com o ônibus, e aquela brutal execução. O que não aparece nas imagens é que havia um segundo veículo, que foi identificado pelo sistema de monitoramento", explicou o secretário.
O veículo foi encontrado abandonado, o que facilitou a identificação dos dois suspeitos. Um deles já possui um histórico criminal, com quatro prisões por roubo e tráfico de drogas, incluindo uma quando ainda era menor de idade.
"Após exames periciais em um dos veículos usados pelos suspeitos e no local do crime, dois envolvidos foram identificados e tiveram suas prisões temporárias solicitadas à Justiça. Um deles já possui passagens por tráfico de drogas e roubo. As forças de segurança seguem empenhadas em identificar todos os envolvidos e esclarecer o crime", informou a Secretaria de Segurança Pública em nota. A nota também mencionou o reforço do policiamento ostensivo com a mobilização de unidades especializadas da Polícia Civil e do setor de inteligência da Polícia Militar.
Durante a entrevista, realizada no velório do ex-delegado, Derrite classificou o crime como um atentado, expressou solidariedade à família e agradeceu o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário "para dar resposta a esse crime covarde".
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, declarou que o governo federal está disponível para colaborar com as autoridades de São Paulo no esclarecimento do assassinato do ex-delegado-geral.
Segundo Derrite, o comando da Polícia Federal, tanto em São Paulo quanto em nível nacional, ofereceu apoio na investigação, mas ressaltou que, neste momento, há uma mobilização do aparato estadual de segurança para capturar os criminosos.
* Com informações da TV Brasil
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Com informações da Agência Brasil