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EBC participa da construção da TV 3.0 e celebra assinatura de decreto

(via Agência Brasil)

| Edição de 27 de agosto de 2025 | Atualizado em 27 de agosto de 2025

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A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) participou ativamente do grupo de trabalho liderado pelo Ministério das Comunicações e das discussões no Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), que resultaram na assinatura do decreto que institui a TV 3.0 no Brasil. O evento ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença de ministros, autoridades e representantes das principais emissoras públicas e privadas do país.

André Basbaum, presidente da EBC, esteve presente na cerimônia e ressaltou a importância da medida para democratizar o acesso à informação e fortalecer a comunicação pública. “Com o decreto, o presidente Lula assegura a visibilidade da TV Brasil e de todo o sistema público de comunicação na nova TV digital 3.0”, afirmou.

Imagem ilustrativa da imagem EBC participa da construção da TV 3.0 e celebra assinatura de decreto
O presidente da EBC, André Basbaum, durante a cerimônia Foto: José Cruz/Agência Brasil 

No novo sistema digital, um ícone DTV+ permitirá acesso aos canais de radiodifusão, destacando inicialmente a TV Brasil e o Canal Gov. “Isso garantirá que informações sobre serviços públicos cheguem a todos os cidadãos”, explicou Basbaum.

Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), destacou que a TV 3.0 também representa uma questão de soberania nacional, sendo o Brasil o primeiro país das Américas a implementar a nova tecnologia. “Esse decreto simboliza nossa visão de futuro para a agenda digital e tecnológica, com abertura, cooperação e soberania. A soberania digital é um tema que une o país”, declarou o ministro.

A nova geração da televisão aberta manterá a gratuidade como princípio fundamental, assegurando acesso universal à informação e entretenimento. O governo federal já investiu R$ 7,5 milhões na fase preparatória, que será concluída em 2025.

Sobre a TV 3.0

A TV 3.0 é vista como a nova geração da televisão aberta e gratuita no Brasil, integrando transmissão tradicional com serviços de internet, permitindo acesso a conteúdos sob demanda, interatividade e funcionalidades como compras diretamente pela televisão. A previsão é que o novo sistema entre em operação em junho de 2026, a tempo da próxima Copa do Mundo.

Entre as inovações está a interface baseada em aplicativos, permitindo às emissoras oferecer, além do sinal ao vivo, séries, programas, jogos e outros conteúdos adicionais. Os novos aparelhos terão uma tela inicial que prioriza os canais abertos, corrigindo uma limitação das SmartTVs atuais, que favorecem plataformas de streaming.

O sistema foi desenvolvido com foco em acessibilidade, oferecendo recursos como legendas configuráveis, audiodescrição, gerador automático de Libras e fluxo adicional de vídeo com intérprete de língua de sinais em tempo real.

A migração será gradativa, começando pelas grandes cidades, como ocorreu com a implantação da TV digital. O padrão técnico adotado será o ATSC 3.0, recomendado pelo conselho deliberativo do Fórum SBTVD.

“A participação ativa da EBC na formulação da TV 3.0 reafirma o compromisso da empresa com a inovação, inclusão digital e democratização do acesso à informação pública de qualidade”, concluiu Bráulio Ribeiro, diretor-geral da EBC e representante da empresa no grupo de trabalho do MCom e nos debates no âmbito do SBTV.

Gilvani Moletta, gerente-executivo de engenharia da EBC, também participou dos grupos de trabalho que desenharam o novo modelo, trazendo a experiência prática da radiodifusão pública.

"Esse processo foi crucial para garantir que a visão da televisão pública estivesse representada desde o início da construção da TV 3.0. Tanto do lado técnico quanto no desenvolvimento de serviços que chegarão diretamente ao cidadão. É uma tecnologia que aproxima a população da informação, cultura e serviços essenciais. No fim das contas, a TV 3.0 não é só sobre qualidade de som e imagem: ela é sobre inclusão, cidadania e conectar o brasileiro ao futuro", destacou.



Com informações da Agência Brasil