A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) participou ativamente do grupo de trabalho liderado pelo Ministério das Comunicações e das discussões no Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), que resultaram na assinatura do decreto que institui a TV 3.0 no Brasil. O evento ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença de ministros, autoridades e representantes das principais emissoras públicas e privadas do país.
André Basbaum, presidente da EBC, esteve presente na cerimônia e ressaltou a importância da medida para democratizar o acesso à informação e fortalecer a comunicação pública. “Com o decreto, o presidente Lula assegura a visibilidade da TV Brasil e de todo o sistema público de comunicação na nova TV digital 3.0”, afirmou.
No novo sistema digital, um ícone DTV+ permitirá acesso aos canais de radiodifusão, destacando inicialmente a TV Brasil e o Canal Gov. “Isso garantirá que informações sobre serviços públicos cheguem a todos os cidadãos”, explicou Basbaum.
Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), destacou que a TV 3.0 também representa uma questão de soberania nacional, sendo o Brasil o primeiro país das Américas a implementar a nova tecnologia. “Esse decreto simboliza nossa visão de futuro para a agenda digital e tecnológica, com abertura, cooperação e soberania. A soberania digital é um tema que une o país”, declarou o ministro.
A nova geração da televisão aberta manterá a gratuidade como princípio fundamental, assegurando acesso universal à informação e entretenimento. O governo federal já investiu R$ 7,5 milhões na fase preparatória, que será concluída em 2025.
Sobre a TV 3.0
A TV 3.0 é vista como a nova geração da televisão aberta e gratuita no Brasil, integrando transmissão tradicional com serviços de internet, permitindo acesso a conteúdos sob demanda, interatividade e funcionalidades como compras diretamente pela televisão. A previsão é que o novo sistema entre em operação em junho de 2026, a tempo da próxima Copa do Mundo.
Entre as inovações está a interface baseada em aplicativos, permitindo às emissoras oferecer, além do sinal ao vivo, séries, programas, jogos e outros conteúdos adicionais. Os novos aparelhos terão uma tela inicial que prioriza os canais abertos, corrigindo uma limitação das SmartTVs atuais, que favorecem plataformas de streaming.
O sistema foi desenvolvido com foco em acessibilidade, oferecendo recursos como legendas configuráveis, audiodescrição, gerador automático de Libras e fluxo adicional de vídeo com intérprete de língua de sinais em tempo real.
A migração será gradativa, começando pelas grandes cidades, como ocorreu com a implantação da TV digital. O padrão técnico adotado será o ATSC 3.0, recomendado pelo conselho deliberativo do Fórum SBTVD.
“A participação ativa da EBC na formulação da TV 3.0 reafirma o compromisso da empresa com a inovação, inclusão digital e democratização do acesso à informação pública de qualidade”, concluiu Bráulio Ribeiro, diretor-geral da EBC e representante da empresa no grupo de trabalho do MCom e nos debates no âmbito do SBTV.
Gilvani Moletta, gerente-executivo de engenharia da EBC, também participou dos grupos de trabalho que desenharam o novo modelo, trazendo a experiência prática da radiodifusão pública.
"Esse processo foi crucial para garantir que a visão da televisão pública estivesse representada desde o início da construção da TV 3.0. Tanto do lado técnico quanto no desenvolvimento de serviços que chegarão diretamente ao cidadão. É uma tecnologia que aproxima a população da informação, cultura e serviços essenciais. No fim das contas, a TV 3.0 não é só sobre qualidade de som e imagem: ela é sobre inclusão, cidadania e conectar o brasileiro ao futuro", destacou.
Com informações da Agência Brasil