O ex-prefeito de Embu das Artes, Claudinei Alves dos Santos, mais conhecido como Ney Santos, foi sentenciado a três anos e nove meses de prisão em regime semiaberto. A decisão foi tomada ontem (20/11). Junto a ele, o segurança Lenin Roque Alves Domingos também recebeu condenação.
Durante uma viagem em 2019, de Embu para outra cidade no interior paulista, ambos foram flagrados portando pistolas calibre .380 com numeração raspada.
Embora Lenon fosse policial penal, a arma estava com a numeração raspada. Na ocasião, eles utilizavam um veículo oficial, já que Santos era prefeito de Embu na época.
Posição das Defesas
A defesa de Lenon não foi localizada. Já a equipe de Ney, por meio do PRB, partido ao qual ele pertence, e da assessoria de sua irmã, a deputada estadual Ely Santos, foi contatada pela reportagem.
Em comunicado, Ney Santos declarou estar "tranquilo, confiante na Justiça brasileira e certo de que a verdade prevalecerá, como sempre prevaleceu". Ele criticou a divulgação antecipada da sentença, alegando interesses eleitorais por trás do momento de sua conclusão, e afirmou que ainda está elegível.
"Esse padrão repetido — sempre no mesmo momento, sempre com o mesmo roteiro — reforça a percepção de tentativas contínuas de desestabilizar juridicamente sua trajetória política", afirmou a defesa do político. A defesa também destacou que o processo já havia passado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde foram identificadas falhas processuais, resultando no retorno dos autos à 1ª instância.
O réu informou que pretende recorrer da decisão.
Com informações da Agência Brasil