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Greve argentina provoca alteração nos voos da Latam

(via Agência Brasil)

| Edição de 19 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 19 de fevereiro de 2026

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A greve geral na Argentina, ocorrida nesta quarta-feira (19), impactou as operações da Latam, afetando tanto decolagens quanto pousos no país. A decisão foi tomada após a notificação formal de adesão dos sindicatos que representam os trabalhadores da Intercargo, empresa responsável pelos serviços de rampa em todos os aeroportos argentinos. A Latam informou que alguns voos poderiam sofrer alterações de horário e/ou data, sem necessariamente serem cancelados.

A Latam recomenda que os passageiros verifiquem o status de seus voos antes de se dirigirem ao aeroporto. Aqueles afetados por cancelamentos ou reprogramações têm a opção de alterar a data do voo sem custo adicional, para uma nova data dentro de um ano a partir da data original, ou solicitar o reembolso integral da reserva.

A greve nacional, convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), teve início na quarta-feira (19) e se estenderá até a meia-noite de quinta-feira (20). O protesto é contra a reforma trabalhista aprovada pelo Senado argentino na semana anterior. A Câmara dos Deputados começa a analisar o projeto hoje.

Reforma Trabalhista em Debate

A proposta de reforma inclui a flexibilização das férias e jornadas de trabalho de até 12 horas, visando reduzir custos trabalhistas, aumentar a segurança jurídica e incentivar a criação de empregos formais. Além disso, busca reduzir os custos de demissão para os empregadores, excluindo certos bônus da fórmula de compensação. O governo argentino espera aprovar o texto até 1º de março. Segundo a CGT, a reforma ameaça antigas proteções trabalhistas, incluindo o direito à greve.

Impacto nas Exportações

As atividades de exportação de grãos e derivados já estavam paralisadas desde quarta-feira, devido a uma greve de sindicatos marítimos contra a reforma, prevista para durar 48 horas. Essa paralisação afetou a atracação e desatracação de navios, o transporte de práticos e os serviços a embarcações, especialmente na área portuária de Rosário, um dos maiores centros de exportação agrícola do mundo.

"O objetivo é defender nossos direitos trabalhistas e a estabilidade de nossos empregos", declarou a Federação dos Trabalhadores Marítimos e Fluviais (Fesimaf).

Adesão de Outros Sindicatos

Além das greves já anunciadas por diversas entidades, o sindicato dos trabalhadores da indústria processadora de oleaginosas (SOEA) de San Lorenzo, polo agroexportador ao norte de Rosário, onde se concentra a maioria das usinas de processamento de soja do país, também aderiu à greve na quarta-feira. A Argentina é a maior exportadora mundial de óleo e farelo de soja.

*Com informações da Reuters.



Com informações da Agência Brasil