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Leilão do edifício A Noite não recebe propostas

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil (via Agência Brasil)

| Edição de 14 de julho de 2022 | Atualizado em 14 de julho de 2022

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A terceira tentativa de venda do edifício A Noite não recebeu propostas no leilão realizado hoje (14) pela Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Economia. O valor pelo imóvel de 102 metros de altura e uma área construída de 29.377 metros quadrados foi estipulado em R$ 38,5 milhões.

Projeto do arquiteto Joseph Gire em parceria com Elisiário da Cunha Bahiana, o prédio com 22 andares de estilo art déco, considerado histórico por ter sido o primeiro arranha-céu da América Latina, começou a ser construído em 1927 e foi inaugurado no dia 7 de setembro de 1929, no lote onde funcionava o antigo Liceu Literário Português, na Praça Mauá, região portuária do Rio de Janeiro. Gire foi o arquiteto que projetou também outros prédios de destaque da cidade como os hotéis Copacabana Palace e Glória, na zona sul.

O prédio, construído para receber o jornal A Noite, passou ainda pela estratégia de atração de inquilinos sofisticados com negócios identificados com a modernidade e abrigou a companhia aérea Pan American World Airways, a Pan Am, e a holandesa Royal Philips Electronics, a Philips.

Em maio de 1933, o grupo A Noite ampliou os negócios e instituiu a Sociedade Civil Brasileira Rádio Nacional. Com o prefixo PRE-8, a Rádio Nacional foi inaugurada no dia 12 de setembro de 1936. Os programas de sucesso da emissora marcaram a vida brasileira integrando o país por meio das ondas do rádio.

Em 1940, o edifício A Noite passou para as mãos da União, durante o governo de Getúlio Vargas. A Rádio Nacional, que se tornou emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), funcionou no local até 2012, quando foi transferida para outras instalações na Lapa, também no centro do Rio, porque o prédio passaria por reformas. O edifício A Noite abrigou ainda o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi), que deixou o local no mesmo ano.

De acordo com o Ministério da Economia, o prédio, que atualmente está sem uso pela União, gera um custo de mais de R$ 2 milhões por ano aos cofres públicos, gastos com manutenção de elevadores, segurança, brigadistas e taxas de concessionárias.

A tentativa de venda foi por meio da Proposta de Aquisição de Imóveis (PAI), que permite ofertas de compra de imóveis da União realizadas por pessoas físicas ou jurídicas. No aviso de venda, a pasta informou que qualquer interessado poderia participar do certame. Para isso, precisava apenas “acessar o portal VendasGov, enviar a oferta e cumprir com as exigências do edital, como por exemplo fazer a caução necessária. Para a habilitação é necessário anexar o comprovante de pagamento da caução, equivalente a 5% do valor de avaliação do imóvel”.

Venceria a oferta de maior valor e caso a proposta apresentada não fosse a vencedora, a caução seria integralmente devolvida.