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Mais dez policiais são denunciados por crimes na Operação Contenção

(via Agência Brasil)

| Edição de 12 de março de 2026 | Atualizado em 12 de março de 2026

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou novas denúncias contra dez policiais militares, acusados de crimes durante a Operação Contenção nos complexos da Penha e do Alemão, em 28 de outubro de 2025. Os policiais do Batalhão de Ações com Cães (BAC) são suspeitos de invadir residências e obstruir câmeras corporais.

Com um saldo trágico de 122 mortos, incluindo cinco policiais, a operação é considerada a mais letal da história do estado. Realizada para combater o Comando Vermelho, a ação envolveu 2,5 mil agentes e foi criticada por desrespeitar diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF) para operações em favelas e por não enfraquecer o crime organizado.

Denúncias de Invasão

O MPRJ acusa os policiais de invadirem residências e estabelecimentos comerciais sem mandado judicial. Segundo a 2ª Promotoria de Justiça, os agentes usaram chaves mestras, facões e chaves de fenda para entrar nos imóveis, chegando a consumir produtos das geladeiras.

"As imagens analisadas pelo MPRJ mostram agentes circulando pelos cômodos, vasculhando objetos e consumindo produtos", afirma o MPRJ.

Em alguns casos, os policiais tentaram, sem sucesso, entrar em outras residências.

Manipulação de Câmeras

Outra denúncia aponta que cinco policiais manipularam câmeras operacionais portáteis, contrariando ordens superiores sobre o uso obrigatório do equipamento.

"A análise das gravações revelou que, em diversos momentos, as câmeras foram posicionadas inadequadamente, impedindo a visualização", destaca a denúncia.

Desde a operação, o MPRJ já apresentou oito denúncias contra 19 policiais, incluindo apropriação de um fuzil, peças de carro, invasões domiciliares, constrangimento de moradores e obstrução de câmeras corporais.

Os casos serão julgados pela Auditoria Militar.

Letalidade e Repercussão

A Operação Contenção resultou em 113 prisões, com 33 detidos de fora do Rio. Foram apreendidas 118 armas e uma tonelada de drogas.

Moradores, familiares das vítimas e organizações de direitos humanos denunciaram a operação como uma "chacina", com corpos exibindo sinais de execução.

O governo estadual, por sua vez, considerou a operação um sucesso. O governador Cláudio Castro afirmou que as mortes ocorreram em legítima defesa, com os policiais revidando a agressões.

Na quarta-feira (11), a operação foi tema de uma audiência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que busca emitir recomendações ao Brasil. A CIDH já havia condenado a operação por não reduzir a criminalidade e aumentar o risco para civis.

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Com informações da Agência Brasil