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Ministro diz que pente-fino está sendo feito nos consignados

(via Agência Brasil)

| Edição de 18 de setembro de 2025 | Atualizado em 18 de setembro de 2025

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O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quinta-feira (18) que a força-tarefa previdenciária está investigando possíveis irregularidades na concessão de crédito consignado a aposentados e pensionistas do Regime Geral da Previdência Social.

"Estamos investigando, olhando com lupa, fazendo um pente-fino nesses consignados", declarou o ministro durante entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no programa Bom Dia, Ministro.

Rigor contra fraudes

Queiroz enfatizou que o governo não tolerará fraudes ou descontos indevidos e que medidas rigorosas serão tomadas para proteger os beneficiários e preservar a integridade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Previdência Social. "Não queremos saber de fraudes, de descontos indevidos e vamos agir com muito rigor a fim de saber como isso está sendo feito, além de preservar os nomes do INSS, da Previdência Social e os interesses dos cidadãos que recebem seus benefícios previdenciários", acrescentou.

Desde que assumiu o comando da pasta, em maio deste ano, Queiroz tem recebido relatos de aposentados e pensionistas sobre descontos de créditos consignados não autorizados. "A primeira coisa que fiz foi mandar isso para a inteligência, para a força-tarefa previdenciária. Disse: 'Olha, quero que vocês passem um pente-fino nisso aí, façam uma auditoria. Quero saber quem é que está fazendo isso com os nossos aposentados'," relatou o ministro.

Colaboração com instituições financeiras

O ministro mencionou que, com base em um relatório preliminar recebido, reuniões periódicas estão sendo realizadas com instituições financeiras, como a Febraban e a ABBC, para garantir que não haja descontos indevidos ou fraudes nos consignados. "Estamos vigilantes para que não haja qualquer tipo de desconto indevido, de corrupção ou de fraude também nos consignados", afirmou.

A força-tarefa previdenciária, composta por servidores do Ministério da Previdência Social e da Polícia Federal, foi criada para combater crimes e fraudes contra a Previdência Social. Desde 2003, a equipe participou de 1.315 operações, resultando em 3.721 prisões, incluindo 557 servidores e empregados públicos.

"O Ministério da Previdência Social paga mais de R$ 1 trilhão todos os anos. Portanto, temos que ter muito cuidado, porque tem sempre gente querendo meter a mão nesse dinheiro. Por isso, temos uma força-tarefa previdenciária que atua de forma permanente, junto com a PF, no Brasil inteiro", destacou o ministro.

Informações do Ministério da Previdência Social indicam que, entre 2003 e 2024, os integrantes da força-tarefa previdenciária participaram de 1.315 operações em todo o país, que resultaram em 3.721 prisões, incluindo as de 557 servidores e empregados públicos.

"Há semanas em que ocorrem três, quatro operações. É um trabalho que acontece nos bastidores e que estou fazendo questão de divulgar para as pessoas saberem que existe um cuidado, um tratamento muito especial em relação à integridade e à segurança dos beneficiários da Previdência Social," concluiu o ministro.

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Com informações da Agência Brasil