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MJSP: Centro de inteligência prisional começa a funcionar em agosto

(via Agência Brasil)

| Edição de 20 de agosto de 2026 | Atualizado em 20 de agosto de 2026

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) começará suas atividades ainda este mês. Esta nova estrutura visa integrar os órgãos de inteligência das polícias penais em nível federal, estadual e do Distrito Federal. O objetivo é unificar os protocolos de segurança e prevenir o planejamento de crimes a partir dos presídios brasileiros.

O Cnip foi criado em junho deste ano pela Portaria Ministerial 1.234 e faz parte do projeto Padrão Segurança Máxima, que integra o programa federal Brasil Contra o Crime Organizado. Este centro será responsável por coordenar a Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (Renipen), atuando continuamente para consolidar e disseminar informações de inteligência penal, além de monitorar crises e apoiar a Secretaria Nacional de Políticas Penais e os entes federativos.

Estratégias de Segurança

A estratégia do ministério é sufocar a comunicação entre membros de organizações criminosas. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, isso requer uma integração entre as forças federais e estaduais, além de ações coordenadas para impedir a entrada de celulares nos presídios.

"O problema dos celulares é uma das principais questões de segurança pública", afirmou Silva durante uma coletiva de imprensa sobre as estratégias nacionais para combater os crimes relacionados a telefones celulares.

"Os aparelhos fazem parte de uma cadeia que envolve furto, roubo e receptação. Em alguns casos, o dispositivo chega até as mãos do crime organizado nos presídios", acrescentou o ministro.

Resultados das Operações

Durante a coletiva, o ministério apresentou resultados preliminares de operações como a Operação Última Chamada, realizada de 10 a 19 de agosto. Nesse período, foram recuperados 6.052 celulares e 97 prisões em flagrante foram efetuadas. A operação também fiscalizou 227 comércios e enviou mais de 33 mil alertas a pessoas com aparelhos irregulares.

No sistema penitenciário, operações realizadas entre maio e agosto resultaram na apreensão de 2.254 celulares, com quase 9,9 mil celas revistadas em 295 unidades prisionais pelo país. Segundo o ministério, houve uma redução de 4,5% nos roubos e furtos de celulares, passando de 225.644 no primeiro trimestre de 2025 para 215.589 no mesmo período de 2026.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, as ações no sistema prisional são essenciais para interromper o ciclo de furto, roubo, receptação e comércio ilegal de celulares. "Essa cadeia de crimes termina, ocasionalmente, no sistema prisional, afetando o cotidiano dos cidadãos com golpes e outros crimes letais. Por isso, é crucial romper esse ciclo", concluiu Garcia.

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Com informações da Agência Brasil