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Mostra na UNB exibe fósseis de mais de 90 milhões de anos

Jéssica Gonçalves - Repórter da TV Brasil (via Agência Brasil)

| Edição de 29 de julho de 2022 | Atualizado em 29 de julho de 2022
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Quem entra no estande do CNPq na Avenida da Ciência, no Centro Comunitário da Universidade de Brasília (UnB), tem a sensação de pisar no continente.

É a exposição Quando nem tudo era gelo – Novas descobertas no Continente Antártico, uma das iniciativas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico na Reunião Anual da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC).

O espaço reúne 160 peças do Paleoantar, projeto do Museu Nacional vinculado ao Programa Antártico Brasileiro, financiado pelo CNPq. 

Exposição “Quando nem tudo era gelo – Novas descobertas no Continente Antártico”, uma das iniciativas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico na Reunião Anual da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC).
Exposição “Quando nem tudo era gelo – Novas descobertas no Continente Antártico”, uma das iniciativas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico na Reunião Anual da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC). - Valter Campanato/Agência Brasil

Segundo o diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro, Alexander Kellner, entre os itens em exibição, estão oito peças resgatadas após o incêndio que destruiu o prédio em 2018. “A maioria dessas peças foram coletadas em projetos que se sucederam à enorme tragédia que aconteceu em 2018. Mas nós temos inclusive, algumas que foram resgatadas do palácio e estão aqui expostas para os visitantes”, afirmou.

A mostra apresenta novos fósseis, descobertos e coletados por equipes do Paleoantar na região antártica entre os anos de 2015 e 2018.

A exposição conta ainda com maquetes dos navios da Marinha do Brasil que levam os pesquisadores para a Antártica. Os visitantes também podem conhecer as barracas e vestimentas usadas pelas equipes, além de conferir as ferramentas utilizadas pelos paleontólogos no trabalho de campo.

Exposição “Quando nem tudo era gelo – Novas descobertas no Continente Antártico”, uma das iniciativas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico na Reunião Anual da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC).
Visitantes podem conhecer as barracas e vestimentas usadas pelas equipes que estiveram na Antártica - Valter Campanato/Agência Brasil

O estudante de Ciência Política da UnB, Gabriel Yudi, passou pelo local, e se surpreendeu com o que viu. “Achei muito organizado, tudo muito bem feito. E é muito interessante, você perceber fósseis que são de muito tempo atrás aqui na sua frente. Adorei o crânio da baleia, acho que foi a parte mais interessante”, disse.

Além do estande, a atuação do CNPQ no evento inclui a entrega de prêmios, e a participação em mesas redondas. 

Na quarta-feira (27), foi realizada uma sessão especial em comemoração aos 40 anos do Programa Antártico Brasileiro, o Proantar, que promove os estudos científicos na região antártica.

A diretora de cooperação institucional do CNPQ, Zaíra Turchi, destacou a importância do apoio e do financiamento do conselho a este tipo de iniciativa. “O Brasil integra o acordo para a Antártica, e a Antártica é muito importante para o mundo. Então precisa, de fato, de pesquisa científica de ponta nesta região. O CNPQ tem essa missão importante como principal agência de apoio à pesquisa do país”, afirmou.

O CNPQ financia o Proantar desde 1991. Atualmente, cerca de 20 pesquisas estão sendo realizadas nas áreas de ciências da vida, ciências atmosféricas, ciências do mar e ciências da terra.