GERAL

min de leitura

Motoristas protestam contra regulamentação do serviço por aplicativo

(via Agência Brasil)

| Edição de 14 de abril de 2026 | Atualizado em 14 de abril de 2026

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Motoristas de aplicativo de São Paulo realizaram, na manhã desta terça-feira (14), uma manifestação contra determinados pontos do Projeto de Lei 152/2025, que visa regulamentar os serviços de transporte remunerado privado individual de passageiros e de coleta e entrega.

Os manifestantes percorreram avenidas importantes da cidade, dirigindo-se à Praça Charles Miller, no Pacaembu.

A primeira votação da proposta, de autoria do deputado Luiz Gastão (PSD-CE), estava prevista para esta terça-feira, mas foi retirada da pauta a pedido do então líder do governo, José Guimarães (PT-CE), na noite de segunda-feira (13).

Entre os principais pontos do projeto estão:

  • Não reconhecimento de vínculo CLT, classificando os profissionais como autônomos;
  • Piso mínimo de corrida de R$ 8,50 e formas de cálculo por tempo de serviço;
  • Contribuição reduzida para a previdência de 5% para motoristas e 20% para plataformas;
  • Definição das empresas como intermediadoras de tecnologia e não transportadoras;
  • Transferência de disputas trabalhistas da Justiça do Trabalho para a comum.

“A união de todos os motoristas tanto de carro quanto de moto é muito importante para barrarmos esse relatório que tanto prejudica todos os trabalhadores por aplicativo”, afirmou Thiago Luz, um dos coordenadores do movimento.

“Nossa intenção é sair em carreata para chamar a atenção até que essa proposta seja retirada”, defendeu.

Júnior Freitas, que representa os entregadores de aplicativo, ressaltou que a categoria é totalmente contra o PL.

Imagem ilustrativa da imagem Motoristas protestam contra regulamentação do serviço por aplicativo
Motoristas de aplicativos e motoboys de delivery fazem manifestação contra o PL 152 nas ruas de São Paulo - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“Infelizmente, o Congresso não atendeu nenhum dos pedidos que fizemos. O projeto de lei apresentado precariza o trabalhador, tanto os entregadores quanto os motoristas, e serve apenas para escravizar o trabalhador”, criticou.

“Às vezes dá a impressão que esse PL foi tirado dos gabinetes das empresas de aplicativos, porque não tem nada dos trabalhadores ali”, afirmou.

Em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) afirmou que identifica pontos no substitutivo ao projeto em discussão que necessitam de aprimoramento, como a imposição de uma taxa mínima no delivery e a limitação na taxa de serviço das plataformas.

“Essas medidas podem afetar o equilíbrio entre oferta e demanda, a renda dos trabalhadores e o acesso da população aos serviços”, alerta a entidade.

Para a associação, a competência da Justiça do Trabalho para analisar relações envolvendo trabalhadores autônomos representa uma inovação no direito brasileiro, o que pode gerar insegurança jurídica tanto para as plataformas quanto para os próprios trabalhadores.

A Amobitec, no entanto, diz que reconhece os avanços presentes no novo relatório e reafirma sua disposição de contribuir para a construção de uma regulamentação equilibrada para os trabalhadores por aplicativos no Brasil.

“A Amobitec defende, desde a publicação de sua Carta de Princípios, em 2022, uma regulamentação que assegure a viabilidade econômica das plataformas, a proteção social dos trabalhadores autônomos e a democratização dos serviços. A Associação reitera seu compromisso de participar ativamente do debate e de colaborar para soluções que sejam positivas para todos os brasileiros”.

?

Com informações da Agência Brasil