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Operação da PF tem prisão de bicheiro, ex-presidente da Alerj e pastor

(via Agência Brasil)

| Edição de 02 de julho de 2026 | Atualizado em 02 de julho de 2026

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A quinta fase da Operação Unha e Carne, desencadeada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (2), tem como alvos principais figuras de destaque no cenário político, religioso e da contravenção no Rio de Janeiro.

Entre os nomes citados nos mandados de prisão estão Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho e ligado ao jogo do bicho, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, e o empresário e pastor Márcio Poncio. Além disso, Marco Antônio Cabral, ex-deputado federal e filho do ex-governador Sérgio Cabral, foi alvo de um mandado de busca e apreensão.

Em comunicado, a Polícia Federal destacou que esta fase da operação visa aprofundar as investigações sobre indícios de lavagem de dinheiro atribuídos ao chefe da nova cúpula do jogo do bicho e suas possíveis conexões com membros dos Poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.

"As investigações continuam com a análise do material apreendido, identificação do fluxo financeiro investigado e apuração da participação de possíveis beneficiários, intermediários e operadores do esquema", informou a corporação.

A defesa de Adilsinho negou qualquer envolvimento em pagamentos indevidos a políticos ou agentes públicos. "A defesa confia no Poder Judiciário e no devido processo legal", afirmou o advogado Ricardo Braga.

As investigações da Polícia Federal tiveram início após a apreensão de listas em posse de Adilsinho, que indicavam "registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais".

A PF ressaltou que "as listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro".

Preso desde fevereiro

Adilsinho está preso desde fevereiro, quando foi capturado em sua residência em Cabo Frio, na Região dos Lagos, por agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal (Ficco/RJ) e da Polícia Civil do estado (PCERJ). A operação contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF). Na ocasião, ele estava foragido da Justiça Federal e procurado pela Justiça estadual.

Imagem ilustrativa da imagem Operação da PF tem prisão de bicheiro, ex-presidente da Alerj e pastor
Bicheiro Adilsinho é preso em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Foto: Polícia Civil RJ/Divulgação

Além de ser apontado como integrante da nova cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro e mandante de homicídios, Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado.

O contraventor teve outro pedido de prisão preventiva decretado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), pela morte do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, em junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio.

Junto a ele, foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) o ex-policial militar Rafael do Nascimento Dutra, conhecido como "Sem Alma", e Jefferson Rodrigues da Silva, o "Jefe".

O advogado Ricardo Braga informou à Agência Brasil que ainda não pode comentar sobre o desdobramento judicial das múltiplas decretações de prisão contra seu cliente. "Só poderei responder após ter acesso aos autos, que ainda não tenho", afirmou.

Ex-presidente da Alerj

Preso no Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, na zona oeste da capital, Rodrigo Bacellar foi transferido na manhã desta quinta-feira para a Superintendência da Polícia Federal, na região portuária do Rio.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa fluminense deve ser transferido para uma unidade do sistema penitenciário federal.

Imagem ilustrativa da imagem Operação da PF tem prisão de bicheiro, ex-presidente da Alerj e pastor
Presidente da Alerj, deputado estadual Rodrigo Bacellar. Foto: Thiago Lontra/ALERJ

A Agência Brasil tentou contato com a defesa de Bacellar, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

O terceiro mandado de prisão foi para o pastor e empresário Márcio Poncio, detido também na manhã desta quinta-feira, em um flat na Praia da Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio. A Agência Brasil não conseguiu contato com a defesa do pastor.

Busca e apreensão

A defesa do ex-deputado Marco Antonio Cabral, alvo de mandato de busca e apreensão, negou qualquer envolvimento com organizações criminosas. Em nota, a advogada Patrícia Proetti afirmou que ele está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.

"Ele nega, de forma categórica, qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita".

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Com informações da Agência Brasil