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Operação em SP e SC contra grupo ligado ao PCC prende duas pessoas

(via Agência Brasil)

| Edição de 12 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 12 de fevereiro de 2026

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Duas pessoas foram detidas nesta quinta-feira (12) durante uma operação conjunta entre a Polícia Civil de São Paulo, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Secretaria de Estado da Fazenda e Planejamento. A ação visava desmantelar uma organização chinesa associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações revelaram suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, com o grupo atuando no comércio de produtos eletrônicos.

A Justiça autorizou a execução de 20 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão nos estados de São Paulo e Santa Catarina.

Entre os presos estão um homem com histórico criminal ligado ao PCC e uma mulher considerada peça-chave no esquema. O terceiro mandado de prisão era destinado a um empresário chinês, atualmente na China, o que impossibilitou sua detenção.

Durante a operação, foram apreendidos quatro carros de luxo. Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a força-tarefa envolveu 100 policiais civis, 20 auditores fiscais da Receita Estadual e dois promotores de Justiça, atuando em quatro endereços relacionados ao grupo investigado.

Plataforma para aumentar lucros

Em entrevista coletiva, o delegado titular da 3ª Divisão de Investigações Gerais (DIG), Fernando David, destacou a participação direta do PCC no esquema.

"Existe uma torpeza, para algumas empresas, alguns empresários, de se conectar com o PCC, que virou uma verdadeira plataforma de serviços para quem quer aumentar os lucros”, afirmou.

As vendas de produtos eletrônicos eram realizadas pela principal plataforma da Knup no Brasil, mas os pagamentos eram desviados para empresas de fachada, que operavam como contas de passagem. As notas fiscais eram emitidas por outras empresas.

Segundo a SSP, houve movimentação de pelo menos R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses, criando uma discrepância significativa entre o fluxo de caixa real e o patrimônio auditável das empresas operacionais.

Asfixia financeira

O promotor do MPSP, Ivan Agostinho, explicou que a investigação revelou a ocultação de objetos e patrimônio.

"O objetivo aqui é, efetivamente, a asfixia financeira. É o único caminho em que conseguimos atingir as organizações criminosas”, declarou.

A investigação comprovou, segundo a SSP, uma confusão patrimonial sistemática, com o intuito de fraudar o fisco, credores e o sistema judiciário.

“Enquanto a investigação atual foca na lavagem de capitais através da mescla de recursos ilícitos com negócios lícitos, os crimes fiscais identificados serão comunicados formalmente aos órgãos competentes para as devidas providências”, informou a pasta.

O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), do MPSP, conseguiu o sequestro de valores de até R$ 1,1 bilhão.

Entre os bens já identificados e bloqueados estão pelo menos R$ 25 milhões em imóveis de luxo, veículos, dezenas de contas bancárias em nome de laranjas e diversas aplicações financeiras.



Com informações da Agência Brasil