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Operação em SP investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro

(via Agência Brasil)

| Edição de 01 de junho de 2026 | Atualizado em 01 de junho de 2026

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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta segunda-feira (1º), a Operação Wi-Fi Livre, que tem como alvo o Instituto Conhecer Brasil, uma organização não governamental (ONG) dirigida por Karina Ferreira da Gama. Karina também é proprietária da produtora Go UP, responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ONG está sob suspeita de fraude em um contrato firmado com a prefeitura de São Paulo, cujo objetivo era a instalação de uma rede de wi-fi gratuita em comunidades da cidade. O contrato, avaliado em R$ 108 milhões, apresenta indícios de irregularidades tanto na contratação quanto na execução dos serviços.

De acordo com investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, o Instituto deveria ter instalado 5 mil pontos de acesso público ao wi-fi nas periferias da capital paulista dentro de um prazo de 12 meses. No entanto, até o momento, apenas 3.200 pontos foram efetivamente instalados.

Além disso, a ONG teria apresentado notas fiscais irregulares no valor de pelo menos R$ 16,5 milhões à prefeitura, como justificativa para as despesas do contrato.

O Instituto Conhecer Brasil é o principal foco da operação, mas a polícia também está realizando diligências em outras empresas que teriam sido subcontratadas. Buscas foram efetuadas na Secretaria Municipal para coletar contratos, prestações de contas e documentos relacionados ao termo de colaboração.

Na manhã de hoje, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão, com o objetivo de recolher documentos físicos e digitais, equipamentos eletrônicos, registros financeiros e outros materiais.

O senador Flávio Bolsonaro, que solicitou R$ 61 milhões ao empresário Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, comentou sobre a operação em São Paulo durante um evento no Rio de Janeiro, afirmando que "a operação não tem nada a ver com o filme".

A prefeitura de São Paulo emitiu uma nota repudiando qualquer insinuação de desvio de recursos públicos. Segundo a prefeitura, "o contrato com o Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade".

A administração municipal também informou que está colaborando com as investigações.

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Com informações da Agência Brasil