A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram, nesta terça-feira (17), a Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto. Esta operação investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
De acordo com nota divulgada, policiais federais e auditores da CGU estão cumprindo 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, além de outras medidas cautelares, no Ceará e no Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro André Mendonça.
"Eles têm como finalidade aprofundar as investigações da Operação Sem Desconto, para esclarecer a prática de crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, de constituição de organização criminosa, de estelionato previdenciário e de atos de ocultação e de dilapidação patrimonial."
Entenda
Em abril de 2025, a PF e a CGU deram início à Operação Sem Desconto. As investigações revelaram irregularidades em descontos de mensalidades associativas aplicados sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A estimativa é que entidades investigadas tenham descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Na época, pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções.
Cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumpriram mais de 200 mandados judiciais de busca e apreensão, ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária em diversos estados e no Distrito Federal.
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Com informações da Agência Brasil