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PF soube da operação no Rio, mas considerou que "não era razoável"

(via Agência Brasil)

| Edição de 29 de outubro de 2025 | Atualizado em 29 de outubro de 2025

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A Polícia Federal (PF) foi informada sobre a Operação Contenção, planejada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro, mas decidiu não participar por considerar a ação "não razoável". A informação foi divulgada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

Rodrigues explicou que a superintendência regional foi procurada para apoiar no cumprimento dos mandados, mas a participação foi descartada devido à "falta de atribuição legal", uma vez que a PF atua na investigação, não em ações ostensivas. A operação policial foi deflagrada na terça-feira (28), sem comunicação à PF.

De acordo com o governo do Rio de Janeiro, a operação foi deflagrada após mais de um ano de investigação e 60 dias de planejamento, com cumprimento de centenas de mandados de prisão e busca e apreensão expedidos pela Justiça.

Rodrigues acrescentou que houve um contato operacional informando sobre a grande operação e questionando a possibilidade de atuação da PF em sua área de competência. No entanto, a análise geral indicou que não era o modo de operação da PF.

A Operação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, resultou em mais de 130 mortes, com corpos retirados de áreas de mata por moradores locais. As forças de segurança do estado realizaram a operação mais letal da história para combater o Comando Vermelho, o que levou a retaliações dos criminosos, que interditaram 35 ruas com barricadas e materiais em chamas, gerando caos na cidade.

Andrei Rodrigues afirmou que a Polícia Federal continua seu trabalho no Rio de Janeiro, focando na investigação de polícia judiciária e cumprindo diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas. Em abril, a Corte definiu medidas para combater a letalidade policial durante operações nas comunidades do Rio de Janeiro.

"Já estruturamos um grupo de trabalho para atuar na inteligência, instauração de inquérito policial e coordenação com o COAF e Receita Federal, trazendo mais elementos para a atuação da PF", disse Rodrigues.

"Nossa atuação é na área de polícia judiciária, com inteligência e estratégia, descapitalizando o crime e prendendo lideranças. É assim que a PF atua e já estamos fazendo isso no Rio de Janeiro", concluiu o diretor-geral da PF.



Com informações da Agência Brasil