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PMs acusados da morte de menino vão a júri popular, no Rio

(via Agência Brasil)

| Edição de 25 de janeiro de 2026 | Atualizado em 25 de janeiro de 2026

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Os policiais militares Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria, acusados de tirar a vida do menino Thiago Menezes Flausino, de apenas 13 anos, durante uma abordagem na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, enfrentarão o júri popular na próxima terça-feira (27). A sessão está agendada para as 13h, no Tribunal de Justiça do Estado.

O trágico incidente ocorreu em 7 de agosto de 2023, quando Thiago estava na garupa de uma moto na principal via de acesso à Cidade de Deus. Ele foi atingido por três disparos. Importante ressaltar que o jovem não estava armado e não havia qualquer confronto com a polícia no momento dos tiros. Imagens mostram o jovem sendo executado, mesmo após ter sido imobilizado.

Os dois policiais, que faziam parte do Batalhão de Choque da PM do Rio, admitiram ter disparado contra Thiago. Eles enfrentam acusações de homicídio e fraude processual, pois teriam manipulado a cena do crime e plantado uma arma para justificar a versão de confronto.

Antes do julgamento, familiares, amigos e organizações de direitos humanos planejam um ato para denunciar o caso e a violência policial nas favelas cariocas. A Anistia Internacional apoia a manifestação.

"Eu não vou ter mais meu filho, mas eu quero Justiça por ele e por outras crianças", declarou Priscila Menezes, mãe de Thiago, em um ato na Praia de Copacabana. "[Quero] que eles [a PM] parem de agir assim nas comunidades, parem de achar que, em toda favela, só existe bandido, não é assim, existe morador, existem famílias. Igual a minha, meu filho tinha um sonho de ser jogador de futebol”, desabafou.

Inicialmente, quatro policiais foram acusados pelo assassinato de Thiago. Contudo, dois deles foram liberados pela Justiça, que entendeu que não tiveram participação direta no homicídio.



Com informações da Agência Brasil