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Polícia do Rio prende mais um integrante do assalto ao BC de Fortaleza

(via Agência Brasil)

| Edição de 09 de agosto de 2025 | Atualizado em 09 de agosto de 2025

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Átila Carlai da Luz, um dos criminosos mais procurados do Brasil, foi capturado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (8). Ele integrava a quadrilha responsável pelo audacioso roubo ao Banco Central em Fortaleza, em 2005, quando o grupo escavou um túnel por três meses até alcançar o cofre, de onde subtraíram R$ 165 milhões.

Após meses de investigação pelo Setor de Inteligência da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados, Átila foi finalmente encontrado em um luxuoso apartamento na área nobre de São Paulo.

As investigações revelaram que ele mantinha conexões com facções criminosas que operam no estado, envolvidas em uma vasta gama de atividades ilícitas, incluindo tráfico de drogas e armas, fraudes bancárias, roubos de cargas, clonagem de veículos e corrupção em serviços públicos.

Para evitar a captura, Átila vivia sob uma identidade falsa, com documentos como CPF e CNH em dia, além de uma empresa registrada no Paraná. Ele também mantinha laços operacionais com cúmplices do maior roubo a banco do país e fazia parte de redes criminosas interestaduais.

A fraude foi desvendada por meio de análise biométrica, cruzamento de dados em sistemas federais e validação técnica pelo Instituto de Identificação Félix Pacheco da Polícia Civil. No Rio de Janeiro, Átila já tinha sido condenado duas vezes por fraudes em caixas eletrônicos e enfrenta um terceiro processo pelo mesmo crime.

Em São Paulo, ele acumula várias condenações, incluindo uma sentença de 32 anos de prisão por tráfico internacional de drogas, em um esquema milionário que utilizava o Aeroporto Internacional de Guarulhos para enviar cocaína à Europa.

As drogas eram despachadas por uma rede criminosa de funcionários e colaboradores corrompidos, garantindo que o entorpecente chegasse a Lisboa, em Portugal, onde era recebido por comparsas e vendido no mercado europeu, multiplicando os lucros da quadrilha.

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Com informações da Agência Brasil