O terceiro suspeito foragido, envolvido no caso do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro, apresentou-se à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (4), acompanhado de seu advogado. Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, é filho do ex-subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do Rio de Janeiro, José Carlos Simonin. Ele foi demitido ontem (03) após a repercussão do caso.
O apartamento de temporada onde o crime ocorreu, em Copacabana, pertence à família Simonin. As imagens dos jovens filmados no local são parte do inquérito que incriminou os envolvidos.
Cinco homens participaram do crime, segundo a polícia, sendo um deles menor de 18 anos, contra o qual não há mandado de prisão. Eles respondem pelo crime de estupro e por ato infracional análogo ao mesmo crime. Nesta terça-feira (2), os dois presos foram encaminhados para o sistema prisional.
Há expectativa de que o quarto jovem envolvido no crime, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, também se entregue à polícia nesta quarta-feira. De acordo com a delegacia, tratativas estão em curso com os advogados.
Mais um caso de estupro
Vitor Hugo, aluno do Colégio Pedro II, também é investigado por um caso de estupro cometido contra outra aluna da instituição, onde ambos estudavam, em outubro de 2025. O caso foi revelado pelo delegado titular Ângelo Lages, nesta terça-feira (3), após a mãe da jovem prestar depoimento. O ato foi cometido durante uma festa.
De acordo com a Polícia Civil, ao tomarem conhecimento do caso de Copacabana, outras vítimas se sentiram encorajadas a denunciar os envolvidos em outros crimes. Dois inquéritos foram abertos para apurar as denúncias.
Como ocorreu o crime
Em janeiro, a vítima de 17 anos recebeu a mensagem de um colega da escola, convidando-a para ir à casa de um amigo. Ao chegar, o adolescente insinuou que fariam "algo diferente". Como a jovem recusou, ela foi trancada e sofreu a violência no quarto do apartamento de Copacabana.
Ontem, em entrevista à imprensa, o delegado ressaltou a importância de os jovens, ao se relacionarem sexualmente, respeitarem os limites do outro.
"O que deve ficar claro, principalmente para os meninos, é que não é não. Isso é fundamental. A vítima do primeiro caso deixou muito claro, a todo momento, que não se relacionaria com mais ninguém [além do adolescente] em vários momentos", destacou.
Com informações da Agência Brasil