GERAL

min de leitura

Polícia prende terceiro envolvido em estupro coletivo de adolescente

(via Agência Brasil)

| Edição de 04 de março de 2026 | Atualizado em 04 de março de 2026

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

O terceiro suspeito foragido, envolvido no caso do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro, apresentou-se à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (4), acompanhado de seu advogado. Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, é filho do ex-subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do Rio de Janeiro, José Carlos Simonin. Ele foi demitido ontem (03) após a repercussão do caso.

O apartamento de temporada onde o crime ocorreu, em Copacabana, pertence à família Simonin. As imagens dos jovens filmados no local são parte do inquérito que incriminou os envolvidos.

Cinco homens participaram do crime, segundo a polícia, sendo um deles menor de 18 anos, contra o qual não há mandado de prisão. Eles respondem pelo crime de estupro e por ato infracional análogo ao mesmo crime. Nesta terça-feira (2), os dois presos foram encaminhados para o sistema prisional.

Há expectativa de que o quarto jovem envolvido no crime, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, também se entregue à polícia nesta quarta-feira. De acordo com a delegacia, tratativas estão em curso com os advogados.

Mais um caso de estupro

Vitor Hugo, aluno do Colégio Pedro II, também é investigado por um caso de estupro cometido contra outra aluna da instituição, onde ambos estudavam, em outubro de 2025. O caso foi revelado pelo delegado titular Ângelo Lages, nesta terça-feira (3), após a mãe da jovem prestar depoimento. O ato foi cometido durante uma festa.

De acordo com a Polícia Civil, ao tomarem conhecimento do caso de Copacabana, outras vítimas se sentiram encorajadas a denunciar os envolvidos em outros crimes. Dois inquéritos foram abertos para apurar as denúncias.

Como ocorreu o crime

Em janeiro, a vítima de 17 anos recebeu a mensagem de um colega da escola, convidando-a para ir à casa de um amigo. Ao chegar, o adolescente insinuou que fariam "algo diferente". Como a jovem recusou, ela foi trancada e sofreu a violência no quarto do apartamento de Copacabana.

Ontem, em entrevista à imprensa, o delegado ressaltou a importância de os jovens, ao se relacionarem sexualmente, respeitarem os limites do outro.

"O que deve ficar claro, principalmente para os meninos, é que não é não. Isso é fundamental. A vítima do primeiro caso deixou muito claro, a todo momento, que não se relacionaria com mais ninguém [além do adolescente] em vários momentos", destacou.

Imagem ilustrativa da imagem Polícia prende terceiro envolvido em estupro coletivo de adolescente
Delegado Angelo Lages, da 12ª DP, fala sobre as investigações do caso de estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em Copacabana. - Fernando Frazão/Agência Brasil



Com informações da Agência Brasil