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Polícia quer apreender passaporte de envolvido na morte do cão Orelha

(via Agência Brasil)

| Edição de 07 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 07 de fevereiro de 2026

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A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à justiça a apreensão do passaporte do adolescente acusado pela morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. A medida visa impedir que o jovem deixe o país e já foi comunicada à Polícia Federal.

Em comunicado, a Polícia Civil informou que o Ministério Público (MP) do estado manifestou-se favorável ao pedido.

“A instituição tem atuado de forma constante para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a justiça junto com as demais provas já obtidas nas investigações da morte do Cão Orelha”, diz a nota.

Divergências

O caso tem gerado divergências entre a Polícia Civil e o MP. Na última sexta-feira (6), o MP anunciou que requisitará à Polícia Civil diligências complementares para esclarecer a morte do cão Orelha.

De acordo com o MP, tanto a 10ª Promotoria de Justiça da capital, que atua na área da Infância e Juventude, quanto a 2ª Promotoria de Justiça, da área criminal, identificaram a necessidade de mais detalhes e precisão na reconstrução dos fatos.

O Ministério Público destacou lacunas na apuração sobre a possível participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos contra animais, relacionados à morte de um dos cães.

Por outro lado, a Polícia Civil afirma que há base legal para o pedido de internação do adolescente investigado.

Possível coação

A investigação também apura a possível prática de coação durante o processo, além de ameaças envolvendo familiares dos adolescentes investigados e um porteiro de um condomínio na Praia Brava. O MP concluiu pela necessidade de ampliar a apuração dos fatos e requisitará diligências complementares à Polícia Civil, inclusive para confirmar a inexistência de relação dos supostos crimes com a agressão aos animais.

Na última terça-feira (3), a Polícia Civil de Santa Catarina encerrou as investigações sobre as agressões que resultaram na morte do cão Orelha e solicitou a internação de um dos quatro adolescentes envolvidos.

Para comprovar a participação do autor - cujo nome não foi revelado por ser menor de idade - as autoridades utilizaram tecnologia importada e analisaram imagens de câmeras de segurança.

Filmagens

Segundo a polícia, foram analisadas mais de mil horas de filmagens de 14 câmeras, além de 24 testemunhas terem sido ouvidas.

As imagens foram cruciais para a investigação, mesmo sem registros do momento do ataque ao animal. Elas permitiram identificar as roupas usadas pelo acusado no dia do crime e comprovar que ele saiu de madrugada do condomínio onde reside.



Com informações da Agência Brasil