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PRF: quase 44% das mortes nas estradas envolvem veículos de carga

(via Agência Brasil)

| Edição de 23 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 23 de fevereiro de 2026

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O balanço da Operação Rodovida, divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta segunda-feira (23), revelou que, das 1.172 mortes registradas nas rodovias federais brasileiras nos últimos 66 dias, 514 ocorreram em acidentes envolvendo veículos de carga. Esse número representa 43,93% do total de óbitos.

Os acidentes envolvendo veículos de carga somaram 3.149 casos, correspondendo a 23,81% de todos os sinistros nas estradas. Os dados foram apresentados durante um evento em Aracaju (SE), marcando o encerramento da operação.

A Operação Rodovida teve início em 18 de dezembro do ano passado e se estendeu até o último domingo (22).

A PRF destacou que, entre os acidentes com veículos de carga, as colisões frontais foram as mais letais, resultando em 288 mortes, o maior número registrado.

Mortes no carnaval

Durante o período de carnaval, pelo menos 130 pessoas perderam a vida nas estradas. De acordo com a PRF, este foi o carnaval mais violento da última década.

Os dados também indicaram um aumento de 8,54% nos acidentes de trânsito graves durante os dias de folia. A maioria das vítimas estava em automóveis e motocicletas.

Alta velocidade

Ao longo de toda a Operação Rodovida, mais de 1,2 milhão de veículos foram flagrados em excesso de velocidade. Outros números preocupantes incluem 58,7 mil ultrapassagens irregulares e 11,1 mil motoristas dirigindo sob efeito de álcool.

Conforme a PRF, o objetivo da operação foi garantir a segurança durante os períodos de maior movimento nas estradas, abrangendo as férias escolares e as operações de Natal, Ano Novo e Carnaval.

Celular ao volante

Além disso, a PRF flagrou 9,6 mil motoristas usando o celular enquanto dirigiam. Também foram registradas 54,5 mil infrações por falta de uso do cinto de segurança ou da cadeirinha para crianças até quatro anos.

Entre os motociclistas, 10,3 mil não usavam capacete. Já entre os motoristas profissionais, como os de ônibus e caminhões, 17,1 mil não cumpriram a Lei do Descanso, que exige ao menos 11 horas de pausa por dia.



Com informações da Agência Brasil