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Rio prevê ampliar rede pública de recarga para veículos elétricos

(via Agência Brasil)

| Edição de 31 de outubro de 2025 | Atualizado em 31 de outubro de 2025

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A Prefeitura do Rio de Janeiro está se preparando para expandir a infraestrutura de recarga de veículos elétricos na cidade. Até 2028, a cidade planeja instalar 15 novos postos de recarga rápida. Este projeto é fruto de uma colaboração com a C40 Cities, uma rede global de prefeitos comprometidos com ações climáticas, e o The Climate Pledge (TCP), através da iniciativa Laneshift.

O anúncio ocorreu durante o evento Rio avança no transporte de carga zero emissão para um futuro sustentável, realizado na sexta-feira (31), no Porto Maravalley, em Santo Cristo, região central do Rio.

A parceria entre o setor público e privado envolve sete empresas dos ramos de transporte, logística e manufatura. Desde julho, a C40 tem apoiado um projeto piloto de infraestrutura pública de recarga, que já inaugurou dois eletropostos da EZVolt: o Eletroposto Carioca, na Barra da Tijuca, e o primeiro hub público do país, além do da Avenida Brasil, que funcionará como laboratório urbano até dezembro deste ano. Os dados coletados nesses locais ajudarão na implementação dos 15 novos eletropostos na cidade.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, destacou o aumento na procura por carros elétricos, afirmando que "o crescimento da frota elétrica é uma realidade mundial".

"A cidade precisa se adaptar a essa nova realidade. Isso significa menos poluição, menos ruído e mais qualidade de vida. No entanto, as pessoas só mudam seus hábitos quando percebem uma diferença econômica. O investimento inicial na compra é maior, mas, ao longo do tempo, há retorno com a economia de combustível", explicou Lima.

O transporte rodoviário no Rio de Janeiro é responsável por 35,9% das emissões de gases poluentes, segundo a prefeitura. A concentração média anual de partículas inaláveis, resultantes da queima de combustíveis fósseis de veículos a diesel, poeira e queimadas, varia entre 11 e 17 µg/m³, acima do limite de 10 µg/m³ recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a C40, a Laneshift é um programa internacional focado na descarbonização do transporte de carga em cidades da América Latina e da Índia, oferecendo assistência técnica e apoio a políticas públicas para acelerar a transição para veículos de zero emissão.



Com informações da Agência Brasil