A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro prossegue nesta terça-feira (30), marcando o segundo dia de paralisação. A cidade enfrenta um caos no transporte público, com filas intermináveis nos terminais rodoviários, onde passageiros esperam por mais de uma hora. Muitos desistiram e recorreram aos trens urbanos e ao metrô para chegar ao trabalho. O transporte por aplicativo, embora disponível, operou com tarifas dinâmicas, elevando os custos para os trabalhadores.
Mediação no Tribunal Regional do Trabalho
Uma audiência de mediação do dissídio coletivo está agendada para as 11h no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), com o objetivo de encerrar a paralisação. O Sindicato dos Rodoviários convocou a categoria para uma assembleia em frente ao tribunal, meia hora após o término da audiência. Sebastião José, presidente do sindicato, espera alcançar um acordo com os empregadores.
Decisão Judicial e Operação dos Ônibus
O TRT considerou a greve legal, mas determinou que 50% da frota de ônibus deve operar, sob pena de multa de R$ 50 mil aos sindicatos. O sindicato patronal, Rio Ônibus, relatou atos de vandalismo, com ao menos 40 ônibus depredados durante a madrugada. Paulo Valente, diretor de Comunicação do sindicato, informou que 870 ônibus saíram das garagens para os terminais ao longo da manhã.
No total, 1.800 ônibus deveriam estar em circulação, conforme a determinação da Justiça do Trabalho.
Esquema Especial de Transporte
O prefeito Eduardo Cavaliere anunciou que os trens urbanos, as barcas e a concessionária Metrô Rio estão operando em esquema especial para atender parte dos usuários dos ônibus urbanos.
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Com informações da Agência Brasil