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Tenente-coronel é indiciado por feminicídio, diz defesa da PM morta

(via Agência Brasil)

| Edição de 17 de março de 2026 | Atualizado em 17 de março de 2026

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A Polícia Civil de São Paulo indiciou o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto por feminicídio e fraude processual no caso da morte de sua companheira, a soldado Gisele Alves Santana. A informação foi confirmada pelo advogado da família da vítima, José Miguel Silva Junior.

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento que dividia com o tenente-coronel. Ele estava presente no local e chamou o socorro, relatando o caso inicialmente como suicídio. Posteriormente, a ocorrência foi registrada como morte suspeita, uma versão que a família de Gisele contestou desde o início.

Laudos necroscópicos do Instituto Médico Legal (IML) revelaram lesões contundentes na face e na região cervical de Gisele, indicando pressão digital e escoriação compatível com marcas de unhas. O último laudo, datado de 7 de março, um dia após a exumação do corpo, já mencionava lesões na face e no pescoço.

O advogado José Miguel Silva Junior destacou em entrevistas que as marcas no pescoço, juntamente com outras provas, sustentam a tese de feminicídio.

Outros indícios

Uma testemunha vizinha relatou ter ouvido um disparo às 7h28 do dia do incidente, enquanto o tenente-coronel acionou a polícia apenas às 7h57, um intervalo de quase meia hora. O advogado também chamou atenção para uma foto da vítima com a arma na mão, tirada pelos socorristas, o que seria incomum em casos de suicídio.

Além disso, três mulheres policiais foram ao apartamento do casal para realizar uma limpeza horas após o ocorrido, fato já confirmado em depoimentos.

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Com informações da Agência Brasil