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Usuários de trens mudam rotina por causa de greve da CPTM

(via Agência Brasil)

| Edição de 05 de agosto de 2026 | Atualizado em 05 de agosto de 2026

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Com a greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade enfrentaram paralisações parciais nesta quarta-feira (5). Isso obrigou muitos usuários do transporte público a reorganizarem suas rotinas para chegar a tempo em seus compromissos diários.

Giovanna Miranda, gerente de um condomínio na região da Berrini, zona oeste da capital paulista, relatou que normalmente leva 25 minutos de carro de sua casa até o trabalho. No entanto, na terça-feira (4), dia em que a greve começou, ela precisou de 45 minutos para completar o trajeto. O retorno para casa também foi complicado, o que a fez perder um curso online.

"Eu perdi uma reunião na parte da manhã e precisei adiar alguns compromissos. Com isso, os funcionários acabaram acumulando trabalho e as pessoas tiveram que sair mais tarde", comentou.

Outra pessoa afetada foi a cuidadora Alessandra Zuncare, que saiu de casa uma hora mais cedo do que o habitual para chegar a Santana, na zona norte da cidade, além de enfrentar a lotação na linha 3-Vermelha.

"Acordei mais cedo para ler o noticiário e ver quais linhas estavam operando", contou.

Home office

Algumas empresas optaram por liberar os funcionários do trabalho presencial devido à greve. Na seguradora onde Janaína dos Reis trabalha, é adotado um modelo que permite o trabalho remoto em situações de greve no transporte público, facilitando a vida dos colaboradores.

"Em greves passadas, tanto o deslocamento de ida quanto o de volta foi muito ruim. As filas para entrar no metrô eram longas. Houve uma vez em que o metrô estava tão cheio que, quando a porta do vagão fechou, fiquei na beirada da plataforma. Qualquer movimento poderia me fazer cair", relatou.

Congestionamento

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que a paralisação das linhas de trem causou mais de 750 quilômetros de engarrafamento nesta quarta-feira (5) em toda a cidade. O congestionamento foi mais intenso na zona sul, com 243 km de tráfego pesado. Na terça-feira, o congestionamento de veículos atingiu mais de 2 mil quilômetros.

Greve

O sindicato, o governo do estado e a CPTM têm uma audiência de conciliação marcada para esta quarta-feira para decidir sobre a continuidade da greve. Os trabalhadores decidiram manter o movimento em assembleia realizada ontem (4).

A categoria busca garantias formais para a manutenção dos empregos dos trabalhadores que atuam diretamente nas linhas 11, 12 e 13, que foram concedidas à empresa Trivia Trens em julho deste ano.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

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Com informações da Agência Brasil