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Acidentes em cruzamento geram alerta em Apucarana

Gabrielly Campos

| Edição de 15 de abril de 2026 | Atualizado em 15 de abril de 2026

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O alto índice de acidentes de trânsito no cruzamento das ruas Nova Ucrânia e Saul Guimarães da Costa nas proximidades do cemitério Cristo Rei, em Apucarana, tem gerado debate entre a população e o poder público. O último incidente foi registrado no sábado, ferindo um motociclista com gravidade.

Os acidentes ocorrem apesar da instalação recente de um semáforo no local para disciplinar o tráfego, proibindo conversões à esquerda, regra vem sendo sistematicamente desrespeitada e resultando em colisões frequentes. Durante o período que a reportagem esteve no local, várias conversões irregulares foram registradas.

Para a Secretaria de Segurança e Trânsito de Apucarana, o problema não está na infraestrutura, mas na postura dos condutores. O secretário Almir Antonio de Freitas é categórico ao afirmar que a sinalização é adequada. “O principal problema é a falta de conscientização, porque o local lá está sinalizado, não só verticalmente, mas também na horizontal”, explica, ressaltando que o semáforo indica claramente que a única direção permitida é seguir em frente. 

A dinâmica das vias agrava o risco das infrações. O secretário destaca que a Rua Nova Ucrânia possui uma topografia elevada, o que compromete o campo de visão dos motoristas que tentam realizar manobras proibidas. 

A visão do poder público é respaldada por parte de quem trabalha no local. Elson Carlos Brambilla, vendedor de espetinhos que atua de segunda a sábado na esquina do cruzamento, confirma a frequência das batidas e a responsabilidade de quem está ao volante. “Eles não respeitam a sinalização, eles viram à esquerda que não pode virar, e eles normalmente não obedecem as placas”, relata o trabalhador. Para ele, a solução seria punitiva: “Se tivesse as câmeras para multar, aí os motoristas iam obedecer, porque eles só obedecem quando dói no bolso, né?”.

No entanto, há quem questione a eficácia da sinalização atual. O empresário Mizael Valete dono de uma barbearia localizada há um ano e quatro meses na mesma via aponta que o semáforo dificultou a leitura do trânsito no cruzamento. “Eu acredito que seja por causa da visibilidade das placas, né. Pessoas não conseguem ter uma visibilidade bem clara da onde foi colocada as placas”, argumenta. Ele acrescenta que fatores naturais atrapalham ainda mais: “Às vezes o sol se põe do lado oposto, traz uma visibilidade horrível para gente que está subindo daqui para lá.”