Amulher acusada pelo assassinato da filha, presa no último fim de semana em Marilândia do Sul trabalhava como diarista e era conhecida na cidade como uma pessoa trabalhadora e “da igreja”. Tânia Djanira Melo Becker de Lorena, de 59 anos, estava foragida há 17 anos e foi encontrada no último sábado (11), dois dias após a exibição do programa Linha Direta, da TV Globo, que apresentou o caso e incentivou a denúncia.
Em Marilândia, Tânia usava o nome de Lurdes. Conforme um morador entrevistado pela reportagem, a notícia gerou espanto na cidade, onde a mulher mantinha boa reputação. “Ela trabalhava e frequentava a igreja. Mas nunca falava sobre o seu passado”, disse o morador que pediu para não ser identificado.
Tânia morava em Marilândia do Sul há aproximadamente 10 anos junto com o companheiro Everson Cilian. Ele também é acusado de participação no assassinato, foi preso em 2022 e virou réu pelo assassinato em 2023. Após a prisão do companheiro, ela ficou um tempo sumida na cidade e depois criou uma narrativa para justificar a prisão do companheiro, que vai a júri popular amanhã (15), no fórum de Campina Grande do Sul, na região Metropolitana de Curitiba.
De acordo com a Polícia Militar (PM), após a exibição do programa, várias denúncias surgiram. Ela foi presa em uma casa onde fazia faxina. Tânia foi presa e encaminhada para o sistema prisional da regional de Londrina.
CRIME
O crime aconteceu em 12 de fevereiro de 2007, em Quatro Barras. De acordo com o Ministério Público do Paraná, Andréa Rosa, foi morta por asfixia após um almoço com a mãe e o padrasto.
A vítima deixou dois filhos, um menino e uma menina. A disputa da guarda de uma das crianças, segundo o MP, motivou o crime. Tânia e Everson pediram a guarda do menino na Justiça, depois de terem passado um tempo cuidando da criança enquanto a mãe se recuperava de um acidente de motocicleta.
Mesmo foragida, Tânia foi denunciada pelo Ministério Público em dezembro de 2007 por homicídio triplamente qualificado. Por não ser localizada, entretanto, a denúncia contra ela não foi apreciada – o que deve acontecer a partir da prisão.