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Assassinatos recuam 11,7% na região de Apucarana em 2026

Da Redação

| Edição de 26 de agosto de 2026 | Atualizado em 26 de agosto de 2026

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A região registrou queda de 11,7% no número de mortes violentas. Foram 17 assassinatos computados entre janeiro a julho do ano passado, número que caiu para 15 neste ano no mesmo período na área da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, que abrange 26 municípios do Vale do Ivaí (veja o infográfico). A redução segue tendência estadual. No Paraná, houve queda de 4%. 

O levantamento mostra que o número de homicídios se manteve igual, sendo 13 no ano passado e a mesma quantidade neste ano. Contudo, o índice de feminicídios (assassinato de uma mulher motivado por violência de gênero) caiu 66,6% na região, passando de três para um. Das 15 ocorrências letais deste ano, 13 (86,6%) estão elucidadas, segundo a polícia.

A tendência de queda é acompanhada pelo município-sede, onde os assassinatos recuaram 25%, passando de oito para seis no comparativo. Neste ano, entre janeiro e julho, foram quatro homicídios, um feminicídio e um latrocínio. Segundo a Polícia Civil, dessas seis ocorrências letais registradas neste ano, quatro foram praticadas com uso de arma branca, detalhe que se contrapõe aos anos anteriores, com a maioria dos homicídios praticados por disparos de arma de fogo.

“Todos os crimes praticados neste ano em Apucarana estão devidamente elucidados, já relatados e encaminhados ao Poder Judiciário”, salienta o delegado-chefe da 17ª Subdivisão de Apucarana, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues.

O delegado destaca que a queda no âmbito regional e local tem ligação direta com a atuação de facções criminosas. Em 2022, traficantes iniciaram uma disputa de território e pelo controle da venda de drogas na região, o que motivou um aumento expressivo no número de assassinatos no município, impactando também o índice regional.

Rodrigues recorda que só em 2024, no auge da disputa, foram 27 homicídios somente no município, número que caiu para 12 no ano seguinte, representando um recuo de 55,5%, um reflexo da Operação Baby Shark e das prisões de envolvidos. “As operações conseguiram desarticular essas organizações criminosas e, de lá para cá, a gente vem tendo essa queda do número de homicídios. Também acredito que as investigações que foram realizadas, a atuação da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal com patrulhamento ostensivo e preventivo e, principalmente, a união das Forças de Segurança acabam trazendo esse resultado”, acrescenta o delegado.