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Assassinatos têm redução de 29% na região de Apucarana

Cindy Santos

| Edição de 22 de junho de 2026 | Atualizado em 22 de junho de 2026

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A taxa de assassinatos segue em queda na região de Apucarana. Dados repassados pela 17ª Subdivisão Policial (SDP) a pedido da Tribuna apontam que, entre janeiro e maio do ano passado, foram registrados 17 casos contra 12 no mesmo período deste ano, uma redução de 29%. A queda regional supera a média estadual, que recuou 10%.

Município-sede, Apucarana soma até o momento três homicídios dolosos, um feminicídio e um latrocínio, totalizando cinco assassinatos, uma queda de 38% em comparação aos oito registrados no ano passado, no mesmo período. O relatório deste ano inclui o feminicídio que vitimou Ivonete Aparecida de Morais, de 42 anos; o latrocínio de um idoso de 82 anos, que morreu após ser espancado durante um assalto na região do Belvedere, em março; e os homicídios de Bruno Alfredo dos Santos e Oséias Celestino da Rosa, ambos ocorridos em abril, e de Hamilton Zanon Neto, de 44 anos, assassinado em maio.

“Dos cinco homicídios dolosos registrados em Apucarana neste ano, quatro tiveram seus autores identificados. E, além desses quatro, conseguimos elucidar outros dois crimes de homicídio de anos anteriores, atingindo um índice de 120% de elucidação”, destaca o delegado-chefe da 17ª SDP, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues.

Na região, foram registrados três homicídios em Faxinal, um em Marilândia do Sul e um em São Pedro do Ivaí, todos solucionados, além de um homicídio em Ivaiporã e outro em Mauá da Serra, cujas investigações estão em andamento.

QUEDA

O delegado atribui a queda nos homicídios à prisão de suspeitos envolvidos com o tráfico de drogas e ao índice de resolução de inquéritos. Rodrigues destaca que a Operação Baby Shark, deflagrada em 2024 para combater o tráfico de drogas e organizações criminosas, retirou de circulação autores de execuções.

“Essa operação conseguiu, de certa forma, reduzir todos os homicídios vinculados à guerra no tráfico. Além disso, mantemos um alto índice de solução de homicídios, investigando, identificando e indiciando os autores”, destaca o delegado.

Neste ano, as ocorrências têm relação com desentendimentos com uso de facas, na grande maioria.

PARANÁ TEM MÉDIA DE TRÊS ASSASSINATOS POR DIA

Por dia ao menos três pessoas são assassinadas no Paraná. Dados divulgados pela Secretaria de Segurança do Paraná (Sesp) mostram que, entre janeiro e maio deste ano foram 466 casos, uma média de 22 por semana. O número, contudo, é 10% menor do que os 519 homicídios registrados no mesmo período de 2025. Outro ponto importante é que 250 municípios do Paraná não registraram homicídios nos cinco primeiros meses deste ano, o que representa mais de 62% das cidades do estado.

“Toda vida salva é importante. E se compararmos os anos, em 2026 já foram 53 vidas salvas. Essa redução contínua dos índices criminais é resultado de uma política de atuação das forças de segurança que vem dando certo, com mais integração, inteligência e investimento no efetivo, em estrutura e em equipamentos. Um combate que começa contra as organizações criminosas, atacando a sua logística, o fluxo financeiro e a cadeia de comando em grandes operações”, ressalta o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson.