Aunião faz a força e fortalece negócios. A organização de agricultores familiares por meio de associações tem ampliado o acesso a programas públicos, assistência técnica e investimentos na região do Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) de Ivaiporã. O movimento também tem incentivado a implantação e o fortalecimento de agroindústrias nos municípios.
A expectativa é que novas estruturas permitam transformar matérias-primas produzidas nas propriedades rurais — como leite, mandioca, frutas e hortaliças — em produtos com maior valor agregado, gerando renda para os agricultores.
Um dos exemplos desse movimento ocorre em Lunardelli. Segundo o secretário municipal de Agricultura, Lucimar Souza, produtores do município estão se organizando e avançam na criação de uma cooperativa para atuar em parceria com a associação já existente, a Associação dos Produtores Rurais de Lunardelli (LunaProl).
“Hoje valorizamos muito o associativismo e o cooperativismo em Lunardelli. Temos uma unidade de beneficiamento de mel que será administrada pela associação. Porém, para comercializar fora do estado precisamos da cooperativa”, explicou.
Atualmente, a unidade pertence ao município, mas a intenção é transferir a gestão para a associação após a conclusão dos registros necessários. A cooperativa deverá ajudar a ampliar a comercialização do mel, inclusive para outros estados.
Outra iniciativa em andamento é a implantação de uma agroindústria para processamento de vegetais, tendo a mandioca como principal produto. Já foi adquirida uma máquina para descascar mandioca e há um projeto aprovado junto à Itaipu Binacional para a compra de equipamentos como centrífuga, fatiadora e câmara de congelamento.
A proposta é produzir mandioca embalada a vácuo, cortada em pedaços padronizados, além de produtos pré-cozidos e prontos para preparo. Para o secretário, a agroindustrialização representa uma oportunidade de aumentar a renda dos agricultores e gerar empregos na região.
“Somos uma região rica em alimentos. Em vez de esperar que uma grande empresa venha para cá, nós mesmos podemos transformar o que produzimos em agroindústrias e gerar renda onde vivemos”, afirmou.