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Caminhada contra feminicídio mobiliza municípios da região

Lis Kato

| Edição de 22 de julho de 2026 | Atualizado em 22 de julho de 2026

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Vários municípios da região aderiram ontem a 4ª edição da Caminhada do Meio-Dia, uma iniciativa estadual contra o feminicídio e a violência contra a mulher. O evento reuniu autoridades, representantes da rede de proteção e também a população em geral.

Em Apucarana, o trajeto teve início na Praça Interventor Manoel Ribas e seguiu até o platô da Praça Rui Barbosa.

O foco do ato foi a quebra do silêncio e a desmistificação de que terceiros não devem intervir em casos de agressão. Em seu discurso, o prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, enfatizou a postura do município diante dos casos de abuso, ressaltando a responsabilidade coletiva na proteção das vítimas.

Muitas vítimas não formalizam queixas por medo ou por desconhecimento sobre os primeiros passos a seguir. A delegada da Mulher, Luana Lopes, presente na caminhada e fez um apelo para que as vítimas procurem ajuda antes que as agressões escalem, ressaltando o papel da Polícia Civil no acolhimento inicial.

“O combate à violência doméstica é uma responsabilidade de toda a sociedade. Mulheres em situação de violência, que não se calem. A gente nunca sabe quando aquele xingamento ou aquele empurrão pode evoluir para uma coisa mais grave”, diz.

A rede de apoio do município envolve 10 entidades e forças de segurança. A Secretaria Municipal da Mulher e Assuntos da Família (SEMAF) oferece suporte que vai do apoio psicológico e jurídico até a capacitação profissional. A secretária municipal da Mulher, Karine Mota, destacou a necessidade de educar as novas gerações e de dar às mulheres as ferramentas para romper o ciclo de dependência.

“É desde criança que nós ensinamos os nossos homens a serem homens bons, de como se deve tratar uma mulher”, diz. Ela citou os projetos da prefeitura em prol do empoderamento feminino. “Nós proporcionamos cursos de empreendedorismo e de segurança financeira para que elas possam se libertar”, pontua.

Karine também explicou que o atendimento na Secretaria é totalmente sigiloso, garantindo a segurança de quem procura a rede. “O CAM é separado da nossa secretaria. Essas mulheres ficam separadas, é sigiloso e não precisa ter medo de entrar”, pontuou.

MOBILIZAÇÃO NA REGIÃO

Na região, também foram realizados atos em Arapongas, com caminhada entre a Praça da Igreja Matriz e a Praça Mauá. Em Jandaia do Sul, o ato foi promovido em parceria com a Câmara Municipal, a Patrulha Maria da Penha, a Comissão de Mulheres do Sindicato Rural Patronal de Jandaia do Sul, instituições parceiras e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Campus Jandaia do Sul. A concentração aconteceu no Auto Posto Vesa e a caminhada percorreu a Avenida Getúlio Vargas.

A diretora do Departamento de Assistência Social, Bruna Crivelaro, destacou que a mobilização reforça a importância da conscientização e do fortalecimento da rede de proteção às mulheres. “Cada pessoa presente nesta caminhada ajuda a levar uma mensagem de respeito, acolhimento e esperança. Precisamos continuar trabalhando unidos para prevenir a violência, incentivar as denúncias e garantir que as mulheres saibam que não estão sozinhas”, afirmou.

Em Ivaiporã, o evento foi cancelado por causa da chuva e será remarcado.