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Casos de dengue recuam mais de 90% na região no início do ano

Gabriela Jacuboski

| Edição de 24 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 24 de fevereiro de 2026

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O mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta terça-feira (24) aponta uma redução acentuada na incidência de dengue na área da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana. Atualmente, a região soma 26 casos confirmados, distribuídos em oito dos 17 municípios de abrangência. O número representa uma queda de 91% em comparação ao mesmo período do ano passado. O levantamento de 25 de fevereiro do ano passado contabilizava 294 diagnósticos positivos.

Apucarana, por exemplo, não registrou nenhum caso até o momento, contrastando com os 57 anotados no boletim na mesma época de 2025. Arapongas também apresenta uma diminuição significativa, caindo de 64 para apenas seis casos. 

De acordo com o chefe da Divisão de Vigilância e Saúde da 16ª Regional, Marcelo Viana, a redução é resultado de um conjunto de fatores técnicos e biológicos. Ele destacou o trabalho de supervisão semanal nos 17 municípios e a capacitação de mais de 500 profissionais realizada no fim do ano passado. “Os nossos técnicos visitam os municípios para acompanhar estes profissionais, para ver como estes agentes estão trabalhando em campo. No entanto, é importante ressaltar que a responsabilidade da ação é dos municípios, por isso eu também credito esta diminuição ao bom trabalho das secretarias de saúde que atendem ao apelo”, afirmou. 

SOROTIPO

Marcelo também comentou sobre a imunidade adquirida pela população após a epidemia de 2024, a maior da história do Estado. Como o sorotipo 2 circulou intensamente nos últimos anos, muitas pessoas estão imunes a ele. “Agora, se vier o tipo 3, por exemplo, a maior parte da população ainda está sensível a ele e por isso pode haver um aumento do número de casos”, disse ele, que aproveitou ainda para explicar que a dengue possui, no total, quatro sorotipos distintos.

VACINA

Desde o início de 2024, foi introduzido pelo Ministério da Saúde a vacina contra a dengue para o público-alvo de 10 a 14 anos. “São aplicações de duas doses, com um intervalo de três meses, para a prevenção da dengue. Estamos tendo uma eficácia muito boa, então isso também contribui para diminuir o número de casos”, lembrou Marcelo. 

SEM BAIXAR A GUARDA

Apesar do cenário favorável, as autoridades de saúde reforçam que a população não deve “baixar a guarda”. Com a continuidade do período chuvoso e quente, o risco de proliferação do mosquito permanece alto. A orientação principal continua sendo a manutenção da limpeza dos quintais e  a eliminação de recipientes com água parada. “Nós nunca podemos brincar com a dengue, não podemos relaxar com ela”, concluiu Marcelo.