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Casos de maus-tratos a animais registram queda

Da Redação

| Edição de 06 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 06 de fevereiro de 2026

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O cenário de maus-tratos em Apucarana fechou o ano de 2025 com 450 casos registrados, uma redução sutil frente as 485 ocorrências de 2024. Para se ter uma ideia, somente em janeiro de 2026, já foram registrados 30 casos de violência contra animais, praticamente um por dia. Os números acompanham o cenário nacional. Nas últimas semanas, casos como o do cachorro comunitário Orelha, morto após ser agredido em Praia Brava, bairro turístico de Florianópolis, e de Abacate, que também morreu após levar um tiro, em Toledo, ganharam repercussão nas manchetes do Paraná e de todo o país.

Para o biólogo Fernando Felipe, coordenador do Centro Municipal de Saúde Animal de Apucarana (Cemsa), o combate a esses crimes enfrenta um “muro” jurídico e social. “Muitas denúncias acabam travadas por falta de prova material ou pelo recuo de testemunhas que temem represálias de vizinhos”, explica o biólogo.

Segundo o coordenador, a negligência é a campeã de ocorrências em Apucarana. São animais mantidos sem abrigo, sem água limpa ou em correntes curtas, prática proibida por lei municipal. O abandono também é muito comum e normalmente acontece em áreas rurais e bairros mais afastados, principalmente em dezembro e janeiro. “O índice de abandono cresce nestes meses porque as famílias viajam e não têm com quem deixar o pet ou ainda descartam o animal que cresceu demais e deixou de ser o presente de Natal bonitinho”, comenta Felipe, que ainda afirma que as agressões físicas também existem, mas geralmente geram maior comoção da sociedade e rapidez nas prisões dos responsáveis.

Para que o Cemsa e a Polícia possam agir de uma maneira mais eficaz, o coordenador orienta que a população reúna algumas informações, como fotos e vídeos. “É essencial registrar o animal sem comida, o estado de magreza ou o agressor em ação”, afirma ele. Além disso, é necessário passar o endereço exato, com rua, número e pontos de referência, às autoridades e também um relato de frequência. “Informar se o animal chora a noite toda ou se está sem água há dias ajuda a configurar a gravidade”, conclui.