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Com baixa infestação, Apucarana tem redução de 97% nos casos de dengue

Da Redação

| Edição de 11 de junho de 2026 | Atualizado em 11 de junho de 2026

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Com 54 casos de dengue registrados no boletim epidemiológico da última terça (9) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Apucarana consolida uma redução de 97,2% na incidência da doença em relação ao boletim de 10 de junho do ano passado, quando o número de casos positivos somava 1.938 registros e duas mortes. Neste ano, nenhum óbito foi registrado até o momento.

A redução, segundo a Autarquia Municipal de Saúde (AMS) é confirmada também por monitoramento realizado em 426 ovitrampas instaladas em todas as regiões da cidade, que aponta predominância de armadilhas sem registro de ovos ou com presença de até 20 ovos. As ovitrampas permitem monitorar a presença e a intensidade da circulação do mosquito por meio da coleta e contagem de ovos depositados pelas fêmeas.

O prefeito Rodolfo Mota destaca que Apucarana mantém uma série de estratégias em ação dentro do Programa Operação Guerra contra a Dengue. “Atualmente, o monitoramento por ovitrampas segue sendo uma das principais ferramentas utilizadas pela AMS para orientar as ações de prevenção, bloqueio e combate ao mosquito em Apucarana, permitindo uma resposta rápida e baseada em evidências técnicas. Os indicadores mostram um cenário de controle da dengue, mas não podemos baixar a guarda. O controle da doença depende do trabalho permanente das equipes da Prefeitura e também da colaboração de cada morador”, afirma o prefeito.

No levantamento mais recente foram coletados 2.179 ovos. O Índice de Positividade de Ovitrampas (IPO), que mede o percentual de armadilhas com presença de ovos, ficou em 21%. Já o Índice de Densidade de Ovos (IDO), que representa a média de ovos encontrados nas armadilhas positivas, registrou 24.

De acordo com o superintendente municipal de Vigilância em Saúde, enfermeiro Luciano Simplício Sobrinho, apesar dos resultados positivos, a população deve manter os cuidados preventivos. “Cerca de 75% dos focos do mosquito continuam sendo encontrados em residências, especialmente em recipientes que acumulam água parada, como vasos de plantas, calhas, caixas d’água destampadas, pneus e materiais descartados inadequadamente”, alerta Simplício.