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Com mais de 100 mil veículos, frota de Apucarana supera número de habilitados

Adriana Savicki

| Edição de 02 de setembro de 2026 | Atualizado em 02 de setembro de 2026

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A frota de Apucarana atingiu, em agosto, mais de 100 mil veículos. Os dados são da plataforma do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran). Em números exatos são 100.087 veículos, entre automóveis – que compõe 55% do total, motos, caminhonetes, caminhões, entre outros. A plataforma mostra também que carros movidos a gasolina com mais de trinta anos são a maioria no trânsito apucaranense (ver infográfico).

Com 135.481 habitantes, segundo a estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada semana passada, faltam quase 35 mil automotores para cidade chegar a uma média de um veículo por habitante. Por outro lado, ‘sobram’ cerca de 30 mil veículos em relação aos motoristas habilitados. Segundo o Detran, Apucarana tem pouco mais de 70,6 mil motoristas habilitados, dos quais cerca de 62 mil estão com CNH em dia.

Os automóveis são os mais comuns nas ruas. Esse tipo de veículo soma 55% da frota, totalizando 55.189 unidades. As motocicletas aparecem em segundo, com pouco mais de 17 mil unidades. Somadas motos e motonetas, são mais de 22,2 mil veículos trafegando sobre suas rodas no trânsito, o equivalente a 22% do total.

Em relação à idade da frota apucaranense, 19 entre cem veículos circulantes têm mais de trinta anos de fabricação. São mãos de 19,3 mil. A segunda faixa de maior número é da 11 a 15 anos, com 18,8 mil em circulação, o equivalente a 18,8% do total.

Com mais veículos em circulação, o desafio é tornar o trânsito mais seguro. Entre janeiro e julho, Apucarana somou 578 acidentes, um aumento de 4,7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Detran.

O secretário de Segurança, Transporte e Mobilidade Urbana de Apucarana (Segtran), Almir Freitas, lembra que o aumento da frota de veículos em circulação é uma tendência nacional e afirma que a Prefeitura vem adotando mudanças de fluxo, baseadas em estudos prévios, justamente para melhorar a trafegabilidade. “Estamos fazendo algumas mudanças de fluxos de veículos e vias de mão única, para diminuir os riscos de acidentes, preservando vidas e dando agilidade ao trânsito, porém mudanças geram um tempo para surtir efeitos”, comenta.

Segundo Freitas, as secretarias da Prefeitura vêm atuando em conjunto para melhorar as condições de uso de ruas e avenidas. “Mas é bom frisar que trânsito é um ‘organismo vivo’ e todos os usuários têm que entender que o respeito à vida, as normas e regulamentos fazem parte desse contexto”, acrescenta.

‘Menos possibilidade de erro’

Presidente da Associação dos Centros de Formação de Condutores de Apucarana (Acefocap), Rildo Galeriani Nascimento, analisa que o aumento da frota exige mais do motorista, o que torna o já complexo cenário do trânsito mais preocupante. “Quando mais veículos você tiver, menos espaço de circulação você tem, menos erro você pode cometer”, afirma, acrescentando que, nessa conta não entram as motos elétricas e os veículos autopropelidos, que não exigem CNH, mas ocupam espaço nas ruas, muitas vezes conduzidos por pessoas despreparadas. “Já tem milhares circulando em Apucarana e o pior que a maioria das vezes as pessoas estão usando sem capacete”, comenta.

Para ele, a racionalização do trânsito passa pela melhoria do transporte público e também do espaço do pedestre. “Além das ruas, também as calçadas têm que ser melhoradas”, acrescenta.