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Comunidade reage após agressão a idosa

Aline Andrade

| Edição de 24 de julho de 2023 | Atualizado em 24 de julho de 2023

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Após uma idosa ter sido agredida em uma tentativa de assalto, moradores do Bairro 28 de Janeiro estão organizando um abaixo-assinado para pedir mais segurança na região central de Apucarana. 

Moradora da rua Clotário Portugal, a idosa de 83 anos foi agredida na manhã de sábado, dentro da sua própria casa, por um morador de rua que invadiu o local. A senhora, que mora no local com o marido acamado, de 93 anos, sofreu duas fraturas na face e está muito abalada emocionalmente. De acordo com a filha da vítima, a médica dermatologista Cristina Sartini Pereira, toda a família está extremamente abalada com a situação.

“Estamos todos revoltados. A família tem se revezado para estar com eles o tempo todo em casa e estamos dando todo o suporte emocional para ela. Agora mesmo, estamos fazendo a instalação de uma grade no quintal da casa, no local onde o marginal teve acesso. Um cuidador fica na casa o tempo todo. Vamos procurar a Polícia Civil para dar continuidade às investigações e já estou organizando um abaixo-assinado para enviar à prefeitura pedindo providências em relação à segurança na região central da cidade”, informou Cristina.

Cristina conta que o problema da criminalidade é recorrente na região e piorou depois do início das obras na praça do bairro.

“A praça sempre teve a presença de moradores de rua e usuários de drogas, que se refugiavam por ali. Agora, com as obras em andamento, essas pessoas tomaram imóveis vazios da região e as calçadas das nossas casas. Este bandido que agrediu minha mãe entrou através do muro de uma dessas casas que estão vazias na região. Estamos completamente sem segurança”, pontuou.

Sobrinha da vítima, a veterinária Raquel Scaff, que tem uma clínica na mesma rua em que a violência contra a tia foi registrada, também conta que os casos de criminalidade na região são recorrentes

“Já tive vários prejuízos aqui com tentativas de arrombamento na clínica. Graças a Deus, nunca conseguiram invadir, mas os casos aqui nessa região são recorrentes. Alguma coisa precisa ser feita para que situações como esta que aconteceram com a minha tia não aconteçam mais”, disse.

O caso é investigado pela Polícia Civil. (ALINE ANDRADE)