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Comunidade se mobiliza para restaurar capelinha do Bilote

Lis Kato

| Edição de 04 de setembro de 2026 | Atualizado em 04 de setembro de 2026

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Foi em clima de roça, regado a café passado na hora, que moradores e lideranças religiosas da Estrada do Bilote, área rural de Apucarana, lançaram oficialmente nesta sexta-feira (4) a 2ª Churrasqueada do Bilote. Mais do que uma grande festa gastronômica, o evento tem uma missão clara: garantir a manutenção e a revitalização da Capela Nossa Senhora Aparecida, um patrimônio histórico e afetivo do município.

Construída quase que inteiramente em madeira, a estrutura da igrejinha guarda um marco da cidade. “Essa madeira é histórica. É a mesma que formava a antiga Catedral de Nossa Senhora de Lourdes. No ano de 1941, um forte vendaval derrubou a igreja no centro, e o material foi transportado para cá”, revela o padre Douglas Felipe. Hoje, além das missas mensais, o local é parada estratégica para ciclistas e romeiros, que aproveitam a mina de água e a vista panorâmica privilegiada para o pôr do sol.

Para os pioneiros, ver a capela sendo restaurada é motivo de emoção. Os irmãos Mauro Maranho (74) e Benedito Maranho (72) frequentam a comunidade desde 1963.

“Tenho orgulho dessa igrejinha. Criei meus filhos aqui, as bodas de 50 anos do meu pai foram celebradas nela. A gente vê a igreja ficando linda por dentro e por fora, o povo unido para ajudar, é de emocionar o coração”, conta Mauro, ex-presidente da comunidade, que fez questão de relembrar um antigo ditado festivo da região: “Aqui no Bilote comemos carne de garrote, bebemos água no pote e saímos de pinote”. Benedito reforça o apelo de união: “Quem contribuir na festa vai estar ajudando a igreja com muita força, e isso serve para a vida da pessoa, Deus abençoa”.

O resgate do espaço tocou também os moradores mais recentes, como o colaborador Rodrigo Sosa, que assumiu a linha de frente da organização após se encantar com o passado da construção. “Tenho um carinho especial pelas bênçãos que recebemos e pela acolhida desses vizinhos. Quando me contaram a história da madeira da catedral, surgiu a ideia de nos unirmos”, explica Rodrigo.