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Deriva de agrotóxicos é discutida em Jardim Alegre

Da Redação

| Edição de 24 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 24 de fevereiro de 2026

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A Câmara de Vereadores de Jardim Alegre discutiu, na sessão de segunda-feira (24) a deriva de agrotóxicos de lavouras de soja que estaria atingindo propriedades de pequenos produtores. A reunião contou com a presença de sericultores do município, atividade bastante sensível ao problema e que conta com uma cadeia produtiva representativa na cidade.

O tema entrou em discussão após relatos de prejuízos causados pela pulverização em áreas vizinhas. Segundo os produtores, o produto aplicado nas lavouras de soja estaria alcançando plantações sensíveis, como hortas, pomares ou criação de bichos-da-seda, comprometendo a produção.

De acordo com o vereador Weslley Maderson Bortotti, o Pio, o problema precisa ser tratado com urgência. Ele afirmou que é necessário buscar diálogo entre produtores de soja e agricultores familiares, para evitar novos prejuízos.

O vereador destacou que a tecnologia disponível hoje permite uma aplicação mais segura. “Hoje a tecnologia é muito grande. Cada um é responsável pelo agrotóxico. Tem que ficar na sua propriedade. Jamais pode atingir a propriedade do vizinho.”, afirmou.

A Câmara de Vereadores não tem poder de fiscalização direta nem pode aplicar multas. No caso da deriva de agrotóxicos, o papel dos vereadores é encaminhar a situação aos órgãos responsáveis.

Para encerrar a discussão, todos os vereadores se colocaram à disposição para buscar soluções junto à Seab e à Adapar. A Seab orienta tecnicamente os produtores, e a Adapar fiscaliza, podendo aplicar medidas corretivas em casos de uso incorreto de agrotóxicos.