Quem frequenta corridas de rua, parques ou grupos de treinamento provavelmente já percebeu uma tendência que vem ganhando espaço entre os atletas, o boné de aba curta. Mais leve, flexível e com visual moderno, o acessório se tornou um dos itens preferidos dos corredores em 2026. O fenômeno chegou com força a Apucarana, conhecida nacionalmente como a Capital do Boné, e já movimenta fabricantes locais.
Um dos empresários que percebeu a mudança foi Cesar Ramos, proprietário da Manos Caps. Segundo ele, a procura pelo modelo cresceu rapidamente após uma experiência durante a tradicional Corrida 28 de Janeiro. “A gente participou da corrida com nosso grupo e percebeu que esse modelo estava se tornando uma tendência. Produzimos cerca de 20 unidades para o pessoal da equipe e, depois disso, começaram a perguntar onde poderiam comprar. Foi aí que entendemos o potencial desse produto”, conta.
Apesar de parecer novidade para muita gente, o modelo não é exatamente novo. Segundo Cesar, ele surgiu há décadas e já era bastante utilizado por ciclistas. Agora, ganhou uma nova vida dentro do universo da corrida.
O principal diferencial está na combinação entre conforto e desempenho.
O boné possui aba menor e flexível, geralmente produzida em EVA, além de tecidos tecnológicos com proteção UV e secagem rápida. Outra característica importante é o peso reduzido. Alguns modelos pesam menos de 40 gramas. “O corredor procura um produto leve, confortável e funcional. Esse boné seca rápido, pode ser lavado na máquina e ainda ajuda no controle do suor durante o treino”, explica.
A aba reduzida também oferece um campo de visão mais amplo em comparação aos modelos tradicionais, além de facilitar o armazenamento em mochilas ou bolsos durante provas mais longas.
Para Cesar, o crescimento das corridas de rua nos últimos anos e a influência das redes sociais ajudaram a transformar o acessório em objeto de desejo entre os atletas. “As grandes marcas esportivas começaram a investir nesse tipo de produto e ele acabou virando um item quase indispensável para quem corre. As redes sociais ajudaram muito a espalhar essa tendência”, afirma.
O modelo também encontrou espaço em outros públicos, especialmente entre adeptos da cultura urbana, do hip-hop, do trap e das batalhas de rima. “É um modelo que conversa muito com o streetwear. O pessoal do hip-hop já usava esse estilo há bastante tempo. Agora ele acabou unindo o esporte e a moda urbana”, comenta.
Embora o boné de aba curta esteja em alta, Cesar acredita que o mercado da moda exige constante renovação. “As tendências mudam muito rápido. Hoje ele está no auge, mas a gente nunca sabe quanto tempo isso vai durar. Por isso, quem trabalha com moda precisa estar sempre inovando”, avalia.