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Emagrecedores: operação da PF investiga alvo em Arapongas

Da Redação

| Edição de 07 de abril de 2026 | Atualizado em 07 de abril de 2026

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A Polícia Federal, com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deflagrou nesta terça-feira (7) a Operação Heavy Pen, com o objetivo de desarticular um esquema de falsificação, contrabando e comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento. A ofensiva cumpre 45 mandados de busca e apreensão e realiza 24 ações de fiscalização em 12 estados brasileiros. No Paraná, as investigações ganham destaque no município de Arapongas, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Araucária, Ponta Grossa, Londrina e Umuarama. 

O foco principal da ação é combater grupos criminosos envolvidos em toda a cadeia ilícita desses produtos, desde a importação fraudulenta até a venda para o consumidor final. As autoridades concentram as buscas em produtos como a semaglutida e a tirzepatida, que se tornaram amplamente populares em tratamentos para a obesidade. As equipes também buscam barrar a circulação da retatrutida, uma substância correlata que ainda não possui autorização da Anvisa para ser comercializada no Brasil.

Durante as diligências em Arapongas e nos demais municípios alvos, os agentes federais e fiscais da Anvisa inspecionam locais suspeitos de operar à margem da regulação sanitária. Entre os estabelecimentos vistoriados estão laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas suspeitas de produzir, fracionar ou vender medicamentos sem registro ou de origem desconhecida. 

A operação ocorre em resposta a um crescimento exponencial e do mercado negro de emagrecedores no país. Segundo dados da Polícia Federal, as apreensões desses medicamentos saltaram de apenas 609 unidades em 2024 para 60.787 no ano passado. Apenas nos três primeiros meses de 2026, as autoridades já retiraram de circulação 54.577 unidades irregulares.

Os investigados identificados ao longo do processo poderão responder judicialmente por crimes de contrabando, além de falsificação e comercialização irregular de medicamentos, cujas penas são agravadas pelos riscos causados à saúde pública.