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Estimativa de perdas com temporal já passa de R$ 16 mi em Apucarana

Da Redação

| Edição de 25 de setembro de 2026 | Atualizado em 25 de setembro de 2026

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Um primeiro levantamento divulgado nesta sexta-feira (25) pela Prefeitura de Apucarana aponta que os danos causados pelo temporal da noite da última segunda-feira (21) já somam mais de R$ 5,86 milhões em danos causados a moradias e também em prédios públicos da administração municipal. Como os dados são preliminares, os valores devem aumentar. Somadas as estimativas de perdas na indústria e comércio - divulgada na quinta e totalizando R$ 7,2 milhões - e agropecuária (Ver matéria nesta pagina), os prejuízos já chegam a R$ 16,4 milhões.

O prefeito Rodolfo Mota ressalta que as equipes municipais atuam em duas frentes simultâneas o atendimento imediato às famílias e o levantamento dos danos para buscar apoio dos governos do Estado e Federal, destacando que a homologação da situação de emergência pelo Governo do Paraná já foi efetivada. “O que aconteceu em Apucarana foi uma tragédia histórica, uma verdadeira catástrofe. Primeiro, é garantir atendimento imediato às famílias e, ao mesmo tempo, produzir relatórios que mostrem o tamanho dos prejuízos para podermos pedir ajuda aos governos estadual e federal”, afirma o prefeito.

Com milhares de moradias atingidas, o prejuízo estimado é de R$ 3,7 milhões. Segundo a Prefeitura, a estimativa foi feita com base apenas aos dois primeiros dias de atendimento. Até o momento, 1.961 imóveis foram cadastrados no sistema de mapeamento, mas a Defesa Civil estima que cerca de 5 mil residências tenham sofrido algum tipo de dano. A região do Jardim Ponta Grossa e Jardim América concentra o maior número de ocorrências, com 734 imóveis afetados (ver infográfico).

Segundo o secretário municipal de Obras, Mateus Franciscon Fernandes, os problemas nas moradias incluem telhas perfuradas por granizo, arrancadas, muros derrubados e padrões de energia destruídos, o que também provocou a perda de móveis e eletrodomésticos pelas famílias. Além do atendimento às famílias, equipes da Prefeitura estão percorrendo os bairros para vistoriar as residências, fotografar os danos e reunir documentos que vão ajudar na elaboração dos pedidos de recursos. “Paralelamente, cerca de oito viaturas percorrem os bairros, verificando as condições das residências e prestando o apoio necessário às famílias”, afirma o secretário.

Após o atendimento inicial, concentrado no Pátio de Máquinas, novos pedidos passaram a ser registrados nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

EDUCAÇÃO TEVE MAIS PRÉDIOS AFETADOS

No âmbito dos prédios municipais, a prefeitura calcula prejuízos também preliminares de R$ 2,1 milhões. O setor da Educação foi o mais prejudicado, concentrando 80,3% das perdas públicas. O maior dano individual registrado foi no CMEI Benedito Leugi, no Núcleo Habitacional João Paulo, que teve a cobertura destruída e materiais perdidos, somando um prejuízo de R$ 641 mil. Outras unidades gravemente afetadas incluem a Escola Municipal Professora Idalice Moreira Prates (R$ 226 mil), o CMEI Professora Tatiane Andréia Agrela Felippe Chinelli (R$ 217.500) e a Escola Municipal Senador Marcos de Barros Freire (R$ 140 mil). Os equipamentos de Uso Comunitário e Esportes respondem por 14,4% das perdas públicas. Houve danos consideráveis no Complexo Esportivo Lagoão, no Ginásio do Pirapó (Caveirão) e no Ginásio Estação Cidadania. Já os impactos nas unidades de Saúde e Assistência Social somam pouco mais de R$ 113 mil.

Os valores totais do município ainda devem crescer à medida que novas avaliações técnicas forem concluídas pela Secretaria de Obras e os moradores que não buscaram ajuda inicial forem inseridos no relatório oficial.