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Exportações somam US$ 167,1 milhões com alta de 6% na região

Cindy Santos

| Edição de 14 de outubro de 2026 | Atualizado em 14 de outubro de 2026
Paranaguá, 23 de dezembro de 2023 - Vista geral do Porto de Paranaguá.
Paranaguá, 23 de dezembro de 2023 - Vista geral do Porto de Paranaguá.

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As exportações da região registraram alta de 6,1% neste ano. Levantamento feito pela Tribuna com base nos dados da plataforma Comex Stat, do Governo Federal, aponta que, entre janeiro e setembro deste ano, doze municípios com atividades no comércio exterior alcançaram US$ 167,1 milhões com a venda de produtos. No mesmo período do ano passado, o valor foi de US$ 157,5 milhões. O desempenho regional supera a média estadual (ler box).

Arapongas detém o maior valor obtido com exportações. Entre janeiro e setembro, a cidade comercializou US$ 73,8 milhões no mercado internacional, o que representa uma alta de 16,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os produtos mais exportados são móveis, que correspondem a mais de 70% da pauta, e carnes e miudezas, com 13,6%. Os principais países parceiros são Uruguai (11,1%), Peru (8,7%), Paraguai (6,7%), Colômbia (6,4%) e Chile (6,3%). 

O segundo maior valor pertence a São Pedro do Ivaí, que movimentou US$ 32,2 milhões em exportações, registrando um crescimento de 6,5%. A base das vendas do município é composta por leveduras e microrganismos (57,6%) e preparações para alimentação de animais (40,6%). Os Estados Unidos são o principal destino, absorvendo quase 50% dos produtos comercializados, seguidos por Reino Unido (6,6%) e Peru (6,4%). 

Apucarana ocupa a terceira posição regional, com US$ 18,7 milhões exportados. O resultado aponta uma queda de 2,8% na comparação com o ano anterior. A pauta de exportação do município é liderada por tecidos de algodão (21,1%), seguidos por ácidos gordos industriais (17%) e adubos e fertilizantes (16,1%). O Paraguai é o parceiro comercial mais expressivo, respondendo por 50,8% das compras, à frente da Holanda (15,6%) e Itália (5,9%). 

Para o economista Paulo Cruz, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), fatores macroeconômicos e inovação tecnológica são determinantes para o avanço das vendas ao exterior. “A estabilidade do dólar e a previsibilidade econômica permitem que as empresas ganhem produtividade, reduzam custos e tirem projetos de longo prazo da gaveta”, analisa. O economista acrescenta que o investimento em tecnologia tem permitido às indústrias aprimorarem a qualidade dos produtos e acessarem mercados globais mais exigentes.

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