O resultado do segundo turno das eleições presidenciais foi um dos assuntos mais discutidos na sessão da Câmara de Vereadores de Apucarana ontem. A prisão de três apoiadores do presidente Lula, detidos na noite de anteontem depois das 23 horas, na Praça Rui Barbosa levou ao plenário manifestantes ligados ao coletivo cultural apucaranense que foram à Casa acompanhar a votação de um requerimento solicitando informações à Polícia Militar e Guarda Civil Municipal de Apucarana a respeito da intervenção.
De autoria do vereador Odarlone Orente (PT), o requerimento entrou em regime de urgência. Segundo o vereador, há discrepância entre a versão apresentada pelas autoridades – que alegam que houve desacato - e pelos manifestantes, que afirmam que houve abuso de autoridade. Vídeos foram gravados na situação e mostram a ação, incluindo a imobilização de uma mulher.
“Não havia policial feminina para fazer revista, um direito foi violado e isso precisa ser esclarecido. Não estamos contra as forças de seguranças, mas que elas sirvam de fato à sociedade”, comentou o vereador, acrescentando que o PT estadual vai acionar a Secretaria de Estado da Segurança.
A mulher detida, a ativista cultural Luana Cristina de Oliveira falou em plenário. “Foram seis jatos de spray na minha cara. Eu estava apenas tentando conversar. Vim aqui para exigir respostas”, afirmou. “Será que outras pessoas de outro campo ideológico seriam tratadas da forma?”, comentou.
Os ânimos se exaltaram durante fala do vereador Pablo da Segurança (Cidadania), que integra a GCM, e comentou a respeito da operação de contenção e houve desentendimento com os artistas do plenário.
O requerimento foi aprovado pela unanimidade dos vereadores