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Exposição vai resgatar história e memórias dos pioneiros do distrito de Aricanduva

Fernando Klein

| Edição de 14 de agosto de 2026 | Atualizado em 14 de agosto de 2026

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O distrito de Aricanduva, de Arapongas, prepara um grande evento de imersão em seu próprio passado. Entre setembro e dezembro deste ano, o Salão Paroquial da Igreja Senhor Bom Jesus sediará a exposição “Aricanduva em Memórias”. O evento, que será aberto oficialmente no dia 13 de setembro, visa resgatar a história da fundação da localidade em 1938 pela Companhia de Terras Norte do Paraná, além de exaltar o patrimônio cultural, religioso e arquitetônico da região.

A programação oficial terá início com uma Missa Solene em Ação de Graças. Na sequência, ainda na nave principal da igreja, será realizada uma cerimônia de homenagem aos pioneiros do distrito, aos familiares do arquiteto italiano Bartolomeo Giavina-Bianchi, responsável pelo projeto da igreja local, e aos pesquisadores da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), autores do trabalho científico “Arquitetura Sagrada do Norte do Paraná”.

O acervo da exposição contará com mais de duas dezenas de banners fotográficos que ilustram marcos fundamentais do distrito, incluindo a criação da Casa Escolar de Aricanduva em 1947, a chegada do trem com a inauguração da Estação Ferroviária em novembro de 1942 e a arquitetura da Paróquia Senhor Bom Jesus, projetada em estilo neogótico por Giavina-Bianchi, considerado o “arquiteto das igrejas” no Paraná.

A iniciativa e organização da mostra são do geógrafo e pesquisador Valter Pontim. Descendente de uma das primeiras famílias a chegar a Aricanduva, Pontim mergulhou em pesquisas, entrevistas com pioneiros e busca por documentos em universidades e arquivos.

“Sou neto de pioneiro aqui. Meu avô chegou em 1943, dia 11 de agosto. Ou seja, nessa semana, na terça-feira passada, completou 83 anos que meu avô veio para cá. Foi uma das primeiras famílias”, relata o organizador, referindo-se ao patriarca Gisto Pontin.

A motivação para o trabalho de resgate surgiu da observação do principal cartão-postal do distrito. “Eu sempre fui um menino meio curioso nessa parte, sou geógrafo. Queria saber quem construiu essa igreja, por que ela é tão bonita e tão imponente”, diz.

A montagem da exposição divide as descobertas em duas frentes principais. “Eu sou organizador dessa exposição, vai ser em banners. Cada banner vai retratar uma história. Metade é contando a história de Aricanduva e a outra metade são as igrejas projetadas pelo Giavina-Bianchi. Além da nossa de Aricanduva, ele projetou mais 80 igrejas aqui no Norte do Paraná”, detalha Pontim, que também reuniu objetos de antigas lavouras de café com o sonho de, futuramente, fundar um museu no local ou publicar um livro com os achados.