Econômicas e barulhentas, as bicicletas motorizadas à combustão vêm ganhando as ruas de Apucarana e estão na mira da Polícia Militar, que vem intensificando a fiscalização para coibir a circulação desses veículos. Para a corporação, os veículos são um problema e um risco no trânsito. Neste ano, seis veículos foram apreendidos.
Existem dois tipos de bicicletas motorizadas: as elétricas e as de combustão, sendo que as últimas é que são consideradas ilegais. Conforme o tenente do 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Apucarana, Andrey Shevchuk, abordagens frequentes realizadas pela polícia vêm acontecendo para acabar com a circulação dessas bicicletas adaptadas. “Temos uma distinção entre os tipos de veículos. Especificamente temos bicicletas elétricas, que não são essas que temos apreendido. A bicicleta elétrica é uma bicicleta tradicional, mas tem um motor elétrico que só funciona com a pedalada, então ela tem uma pedalada assistida, não tem acelerador: é uma bicicleta a que as regras de bicicletas se aplicam”, explicou o tenente.
Já bicicleta adaptada é movida a um motor a combustão instalado de forma irregular. Kits para transformar uma bicicleta convencional em uma motorizada são facilmente encontrados em sites de vendas pela internet. Populares pelo custo-benefício, geralmente são movidas a gasolina e podem circular até 150 quilômetros com um tanque, mas podem atingir grandes velocidades.
“A bicicleta motorizada que as pessoas têm improvisado, pegando uma bicicleta e comprando um kit para instalá-lo, é ilegal em todos os aspectos. Ela possui acelerador e, devido ao motor de 80 cilindradas, é considerada como uma motocicleta em todos os aspectos, mas não possui número de chassi, tornando impossível o registro deste veículo. Assim, qualquer pessoa que faça essa alteração está irregular. Se abordada e apreendida pela polícia, nunca mais será liberada, pois não há possibilidade de regularização neste caso”, comenta, acrescentando que outras exigências legais são aplicáveis, incluindo o uso de capacete e a obtenção de CNH na categoria A para guiá-la.
O barulho excessivo que o veículo faz, já que não existe nenhum tipo de silenciador, também é considerado uma irregularidade.
Com a ampliação da fiscalização, seis veículos foram apreendidos até agora. Entre 2022 e 2023, as apreensões cresceram 150%, passando de 6 veículos apreendidos em 2022 para 15 retirados de circulação no ano passado.
ELÉTRICAS
O tenente explicou que, dependendo da potência, algumas bicicletas elétricas também podem ser classificadas como veículos ciclomotores. Pela legislação, o ciclomotor possui no máximo 4.000w ou 50 cilindradas e alcança no máximo 50 km/h. Eles são permitidos, mas necessitam de registro e emplacamento junto ao Detran, bem como uso de capacete e Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC), sendo legalizados.
“Há possibilidade, no futuro, da bicicleta motorizada se regularizar, mas não nas condições que são hoje. A gente vê muitos menores de idade pilotando e recomendamos para os pais não autorizar isso” finalizou Andrey Shevchuk.