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Júri de vizinho que atirou pelo muro é marcado

Da Redação

| Edição de 11 de agosto de 2025 | Atualizado em 11 de agosto de 2025

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Foi marcado para 5 de novembro o julgamento de Agnaldo da Silva Orosco, 42 anos, acusado de matar Bruno Emídio da Silva Júnior, 33, após a vítima olhar por cima do muro de sua casa, no distrito de Pirapó, em Apucarana. O crime, ocorrido em 9 de março de 2024, teve repercussão nacional.

Segundo a investigação, Bruno participava de um churrasco na casa dos tios, acompanhado da namorada e familiares. Por volta das 22h40, foram ouvidos disparos e um dos presentes pediu que o vizinho parasse de soltar bombinhas. Minutos depois, às 22h55, imagens de câmeras de segurança registraram Bruno subindo em um suporte para botijão de gás, a fim de observar a casa ao lado. Nesse momento, ele foi atingido por um tiro no rosto, disparado por cima do muro. A vítima morreu na hora.

Agnaldo fugiu após o crime. Ele foi preso em 13 de março, quatro dias após o homicídio. À Polícia Civil, ele afirmou ter atirado em legítima defesa, alegando que acreditou que sua casa estava sendo invadida.

De acordo com Lucas Cardoso, advogado assistente de acusação contratado pela família de Bruno, a expectativa é de que o julgamento seja “eficaz e justo perante o Tribunal do Júri”.

A reportagem tentou contato com a defesa do acusado, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.