O tráfego de caminhões e carretas na região do Bairro 28 de Janeiro, na área central de Apucarana, tem gerado apreensão após o registro de inúmeros acidentes. Guiados por GPS, esses veículos de grande porte ingressam pela Rua Deolindo Massambani e acabam precisando trafegar por ruas íngremes, como a Rua Professor Izidoro Luiz Cerávolo, ou estreitas, como a Rua Coronel Luiz José dos Santos. Moradores cobram da Prefeitura a adoção de medidas para evitar a circulação. A Prefeitura afirma que o tráfego desses veículos é proibido na região e que irá aumentar a fiscalização.
O problema é histórico. A presença de carretas e caminhões na região já causou uma grande tragédia. Em 2013, duas crianças de 8 e 9 anos morreram atingidas por uma carreta desgovernada — também guiada por uma motorista que não conhecia a região e foi direcionada pelo GPS. A condutora perdeu o controle da direção na subida, o veículo voltou de ré e tombou sobre as vítimas.
Na época, a comunidade cobrou a proibição da circulação de caminhões e carretas na região. Mais de 13 anos depois, no entanto, a situação continua e os acidentes são frequentes, inclusive no mesmo local da tragédia.
O arquiteto Leonardo Britici é um dos moradores que reclamam da situação e, há vários anos, vem cobrando da Prefeitura de Apucarana uma solução definitiva para o problema. Instalado na esquina das ruas Professor Izidoro Luiz Cerávolo e Coronel Luiz José dos Santos, ele já testemunhou vários acidentes e defende a urgência em adotar medidas preventivas.
Britici defende a instalação de um limitador de altura e de uma sinalização mais clara no acesso à Rua Deolindo Massambani, no antigo frigorífico, além de mais fiscalização. Segundo ele, esse tipo de equipamento já é utilizado em várias cidades. “Se colocassem (limitador de altura) onde passa pela linha de trem (antigo frigorífico), resolveria o problema”, pontua, assinalando que já apresentou a sugestão à administração municipal.
Ele reclama da estrutura atual para orientar os caminhoneiros. “Há somente uma placa pequena proibindo o acesso de caminhões, mas não tem fiscalização. Por isso, os caminhões e carretas passam pelo 28”, pontua.
Ele assinala que as características da Rua Coronel Luiz José dos Santos, que é bastante estreita, ampliam o problema. Por isso, ele defende a retirada do estacionamento de um dos lados da via. “Quando passa caminhão, os carros têm que subir na calçada”, diz, observando que a cena é frequente, com riscos de acidentes, já que há academias e o Colégio Professor Izidoro Luiz Cerávolo nas proximidades. “É uma região que tem muita circulação de crianças e idosos”, diz.