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Mulher é presa suspeita de incendiar casa com idosa dentro em Apucarana

Da Redação

| Edição de 31 de março de 2026 | Atualizado em 31 de março de 2026

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A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (30) uma mulher suspeita de incendiar a casa da avó de seu ex-companheiro, uma idosa de 75 anos, em um crime que resultou na destruição total da residência no Jardim Diamantina, em Apucarana, registrado na madrugada do dia 14 de março. A ação, classificada pelas autoridades como tentativa de feminicídio e crime de incêndio, ocorreu após a autora fazer ameaças ao ex-namorado. A prisão foi efetuada após um trabalho de inteligência da 17ª Subdivisão Policial (SDP) em conjunto com agentes de Rolândia, detalhou a delegada Luana Lopes, titular da Delegacia da Mulher.

As investigações apontam que a suspeita agiu de forma premeditada. Por já ter morado na mesma residência, ela conhecia detalhadamente a rotina e os horários da idosa. O estopim para o crime foi uma retaliação. “Na data dos fatos ela manda uma mensagem dizendo que se ele [ex-companheiro] não retornasse para casa, ela colocaria fogo na casa”, explicou a delegada. Após a ameaça, a mulher pulou o muro do imóvel e ateou fogo no sofá da sala.

A gravidade do caso se acentua pela ciência de que a vítima estava no local. Segundo a polícia, a autora viu a idosa no quarto antes de iniciar as chamas. “Ela tinha conhecimento da presença da senhora”, ressaltou Lopes.

No momento do crime, a vítima estava rezando antes de dormir. Ela relatou à polícia ter ouvido barulhos semelhantes a tiros. Ao sair do quarto, deparou-se com o fogo já em proporções alarmantes. “Ela começou a gritar e um vizinho entrou na casa para tirar ela de lá. Esse vizinho salvou a vida dela porque sem esse ele, ela não teria condições de sair”, afirmou a delegada.

A perícia no local confirmou a perda total do imóvel. “A casa foi totalmente destruída [...] não sobrou praticamente nada da casa, não tem mais telhado nenhum”, descreveu. Testemunhas confirmaram ter visto a suspeita pulando o muro instantes antes de as chamas tomarem conta do lugar. 

Além da tentativa de feminicídio, a suspeita responderá por colocar outras vidas em risco. Devido à proximidade das casas na vizinhança, os próprios moradores precisaram intervir para conter as chamas antes da chegada do Corpo de Bombeiros. “Diante de tal situação inclusive configura até o delito de incêndio, não é só o dano qualificado, é o incêndio também porque se esses indivíduos não tivessem agido, o fogo também teria atingido a residência deles”, concluiu a delegada.